segunda-feira, 20 de maio de 2013

Conhecendo um pouco a Umbanda


As Umbandas dentro da Umbanda (Ramificações – Subgrupos)

Vamos elucidar sobre essa questão delicada e necessária, pois o leigo fica confuso com tantos tipos de rituais, liturgias e doutrinas, todas usando a denominação “Umbanda”. Para quem não conhece a fundo, isso torna-se estranho e acabam por dizerem: Você pratica a Umbanda Branca? Você pratica Quimbanda? No seu Terreiro tem despacho? No seu Terreiro tem atabaque? Então, para dirimir essas dúvidas, vamos sucintamente esclarecer os vários “tipos” de Umbandas conhecidas por nós, existentes em solo brasileiro, para que cada um possa agora entender e respeitar as práticas das mais variadas umbandas existentes.

Desde a sua iniciação, a Umbanda tem sofrido modificações em seu modo de ser e operar. Dessas modificações, cada um deu uma roupagem e deviam dar uma nomenclatura própria para se situarem perante a comunidade. Cremos que tudo isso não se deu pelo simples fato de cada um querer impor a sua verdade, mas simplesmente estavam realizando aquilo que suas mentes achavam estar correto.

Cada um, com certeza deu tudo de si, para o que estava fazendo frutificasse, e no fim, todos estavam envidando esforços para praticarem o que entendiam como Religião de Umbanda. Hoje temos várias ramificações da Umbanda que guardam raízes muito fortes com as bases iniciais, e algumas que absorveram características de outros cultos, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé.

Antes do advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas, o que existia era conhecido como “Macumba”; onde podemos encontrar uma forte influência de práticas do Catimbó, bem como da Magia africana praticada por alguns, pois o Candomblé estruturado surgiu no Rio de Janeiro muito tempo depois da Umbanda (segundo informações do antropólogo Reginaldo Prandi). Ainda não se conhecia o termo “Umbanda”. João do Rio, em sua obra “Religiões do Rio” de 1904, onde pesquisou toda a religiosidade existente na antiga Capital Federal, não citou em nenhum momento o nome Umbanda; portanto, poderiam existir manifestações de Índios, Pretos- Velhos, etc., aqui e acolá, remanescentes do Catimbó, ou mesmo os primeiros bruxuleios da nova modalidade religiosa, mas ainda não se tinha iniciado a religiosidade de Umbanda, coisa que viria mais tarde, em 1908, através da mediunidade de Zélio Fernandino de Morais, com o Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas [grifo nosso].

Vamos disponibilizar um texto muito interessante e inteligentemente escrito pelo senhor Cláudio Zeus, em seu livro: “Umbanda sem medo” (disponível gratuitamente em seu blog):
Umbanda – Uma seita afro?

Por que é importante sabermos que o termo Umbanda, como Culto ou religião, pertence ao Caboclo das Sete Encruzilhadas. A importância da divulgação desse tema se prende a fatores que, embora possam parecer fúteis, a uma primeira vista, (e apenas a uma primeira vista) na verdade coloca freios em muita gente que insiste que faz Umbanda e que, além de não conhecer suas origens, nada faz de Umbanda – é isso que incomoda e faz com que muitos tentem minimizar ou até mesmo desqualificar a importância que Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas têm para o que ele chamou Umbanda. Vou tentar explicar os meandros e as segundas intenções desse tema de debate que muito se vê pelas comunidades do Orkut, MSN e outros.

1º Ponto: Nunca, ninguém havia chamado de Umbanda a nenhum tipo de culto anteriormente. O que tentam fazer hoje é aproximar o termo embanda (afro) que quer dizer curandeiro para uns (e chefe de culto para outros) e não algum tipo de culto como esse que o Caboclo chamou Umbanda – o culto;

2º Ponto: O Caboclo deixou algumas informações precisas sobre o que seria Umbanda, e isso é o que incomoda mais porque, se observarmos essas diretrizes, aí sim, veremos que alguns grupamentos não poderiam se chamar de Umbanda, o que leva alguns outros a “desconhecerem”, muito propositalmente, o texto que será apresentado abaixo e chegarem a dizer que o que o Caboclo fez foi apenas uma “socialização” do que já havia antes, o que, para qualquer um que saiba ler (e nem precisa interpretar) vai perceber que não poderia ser.

Vamos ver o que o Caboclo nos deixou de informações sobre o Culto que ele mesmo diria – iniciar-se naquele dia. Preste atenção porque aqui se define o que é a Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas (palavras do Caboclo):

Aqui inicia-se um novo culto em que os Espíritos de Pretos-Velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A prática da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como Mestre Supremo Cristo

Percebemos então, nestes 03 trechos que:

a) Esse era um novo culto – O Caboclo afirmou ser um novo culto e não uma corruptela de algo já existente; 

b) Que esse novo culto se distanciava das seitas negras deturpadas e dirigidas para a feitiçaria, porque os próprios Pretos-Velhos africanos e os índios nativos de nossa Terra (Os chamados Caboclos) não encontravam campo de ação (possibilidade de trabalharem) nesses grupamentos – Isso era o que existia antes e era disso que Umbanda, então criada, deveria se distanciar;

c) Esse seria um Culto embasado no Evangelho de Jesus, reconhecendo-o, inclusive, como “MESTRE SUPREMO” [grifo nosso]. Por que eu lhe afirmo que divulgar isso, inclusive até mesmo a existência de Zélio e do Caboclo, não se torna interessante para uma grande parte? Porque, após a criação e não socialização ou codificação do que já existia, muitos dos inúmeros grupamentos já existentes, (como acontece até hoje), passaram a se autodenominar Umbanda, mesmo passando por cima desses preceitos deixados pelo Caboclo, criando-se então, a confusão que encontramos hoje, inclusive com alguns afirmando que a Umbanda tem que se afastar dos ensinamentos cristãos e abraçar mais os fundamentos afro... Mas como isso poderia ser, se a Umbanda foi criada em cima de bases cristãs?

O que se percebe então? Percebe-se que há um movimento deturpatório do que foi deixado pelo CDSE (Caboclo das Sete Encruzilhadas), em função das “vontades” daqueles que resolveram ir fazer cabeça no Candomblé e depois vieram “bater Umbanda”, como gostam de dizer. Ora... bater Umbanda, como se Umbanda fosse Candomblé? Em Candomblé sim, “se bate para os Orixás” porque os Xirês são nada mais do que festividades, toques, como também chamam em louvor aos Orixás e nunca foram Giras de Caridade.
Todos os atendimentos em Candomblés de raiz só são feitos pelo Babalorixá ou Yalorixá e através dos jogos de búzios, opelês (em menor quantidade) e obís. Não há consultas dentro dos Xirês e, nos que hoje há, é porque já se modificaram e se distanciaram de suas raízes, até porque, quem bate papo e dá consultas são os eguns ou catiços, como são chamados alguns tipos de Caboclos e entidades intermediárias. E vejam que até hoje, os Pretos-Velhos, que seriam remanescentes dessa mesma crença, por “terem sido escravos, negros e africanos” ainda não são aceitos na maioria dos Candomblés. Alguns aceitaram alguns Caboclos porque muitos ainda crêem que eles também são encantados.

Minimizar, ou não divulgar o que era a verdadeira Umbanda, a de raiz, a do Caboclo das Sete Encruzilhadas é, e sempre será importante para os que têm medo da verdade e pretendem abrir Terreiros com fundamentos estranhos, de matanças, feitiçarias, amarrações, etc. [grifo nosso], e se anunciarem como Umbanda. No meu entender, o mais honesto seria que cada grupamento que hoje se diz apenas de Umbanda, se intitulasse, como outros que já o fazem, por exemplo: Umbanda Omolocô, Umbanda Cabula, Esotérica, de Angola e outras mais, já que fogem às Regras básicas que o Caboclo deixou para o seu novo culto (ou seja: não são de bases cristãs), para não deixarem aqueles que nada entendem disso sem saberem, afinal, a que tipo de Umbanda estão adentrando.

O que essas pessoas têm que colocar na cabeça é que o nome Umbanda, como culto, pertence ao CDSE (ainda que ele não a tenha registrado) e mesmo eu ou você, que praticamos a Umbanda Traçada (que é diferente da Umbandomblé embora muitos confundam), temos que reconhecer que não seguimos a linha doutrinária determinada pelo CDSE – Umbanda com base totalmente cristã – o que não nos tira qualquer valor ou mérito, já que os objetivos finais – Caridade e Amor Fraterno – também são buscados, apenas por caminhos diferentes.

O que essas pessoas têm que pôr na cabeça é que devem assumir o tipo ou subgrupo de Umbanda que seguem e, jamais quererem mudar o principal da Umbanda que é a fé, a caridade, o amor ao próximo e, principalmente, também devem assumir que, se estão ligados a Espíritos e encarnados que só sabem fazer feitiçarias, mandingas, amarrações, intrigas, então, nem o nome Umbanda deveria ser usado em seus Cultos, já que, desde a criação, isso foi contrariado pelo Caboclo.
Escrevi acima que Umbanda Traçada é diferente de Umbandomblé e, para muitos, isso pode parecer estranho, mas não é.

Acontece que existem, generalizando, três tipos de Umbanda [a Umbanda propriamente dita, criada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, a Umbanda Traçada e o Umbandomblé] e as explico abaixo:

– Umbanda: A que foi criada pelo CDSE, com bases claramente cristãs – até os Terreiros que foram criados pelo Caboclo tinham nomes de Santos católicos. Os praticantes dessa Umbanda não admitiam (e acho que ainda não admitem) bebidas ou atabaques em seus rituais. Quando muito, o fumo das entidades;

*Nota do autor: Essa Umbanda nós conhecemos como: LINHA BRANCA DE UMBANDA – Oriunda do Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestado no médium Zélio Fernandino de Moraes que lançou as bases dos ensinamento de Jesus na Umbanda, baseada na caridade sem fins pecuniários e na doutrina dos Evangelhos. Não tinha sujeição a Orixás, atabaques, feituras de santo, adereços e nenhuma influência dos cultos afros. Todas as outras ramificações guardam vínculos com a Linha Branca de Umbanda do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Leal de Souza dirigia a Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, uma das filiais que formam o septo de casas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, relatou ao Jornal de Umbanda, na edição de Outubro de 1952, que coubera ao Caboclo das Sete Encruzilhadas a incumbência de organizar a “Linha Branca de Umbanda”, seguindo as determinações dos “Guias Superiores” que regem o planeta.
Leal de Souza, em seu livro “O ESPIRITISMO, A MAGIA E AS SETE LINHAS DE UMBANDA – 1933” escreveu: “A Linha Branca de Umbanda e Demanda tem o seu fundamento no exemplo de Jesus...” – “O objetivo da Linha Branca de Umbanda e Demanda é a prática da caridade, libertando de obsessões, curando as moléstias de origem ou ligação espiritual, desmanchando os trabalhos de magia negra, e preparando um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos...” – “Para dar desempenho a sua missão na Terra, o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou quatro Tendas em Niterói e nesta cidade, e outras fora das duas capitais, e todas da Linha Branca de Umbanda e Demanda...” – “A Linha Branca de Umbanda e Demanda está perfeitamente enquadrada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codificador, nada se encontra susceptível de condená-la...” – “E o amor de Deus e a prática do bem são a divisa da Linha Branca de Umbanda e Demanda”.
Este termo foi realçado no 1o Congresso Nacional de Umbanda sob o título: “INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA LINHA BRANCA DE UMBANDA” – Memória apresentada pela Cabana de Pai Thomé do Senhor do Bonfim, na sessão de 26 de Outubro de 1941, pelo seu Delegado Sr. Josué Mendes. Visava o estudo aprofundado da temática mediúnica, bem como diferenciar as práticas umbandistas tradicionais das práticas emergentes onde a mistura de cultos afros com Umbanda já se fazia presente. Com isso, a partir daí, toda prática umbandista distanciada de ritualísticas afro, baixas magias, despachos para o mal, etc., e aproximada das práticas preconizadas pelo Evangelho Redentor, vestuário branco, orações, desobsessão, etc., era rotulada pelo povo de “Umbanda Branca”. Com tudo isso, a partir daí, diferenciando as práticas de baixo espiritismo, totemismo, feitiçarias, macumbarias e qualquer sorte de malefícios, o povo passou a classificar as práticas de Umbanda voltadas a caridade, evangelização, desobsessão, bênçãos, desmanches de magias negras, etc., como práticas da “Umbanda Branca”. Esse termo ficou plantado na mente do povo como designativo de Umbanda voltada ao amor e a Espiritualidade Superior. Até hoje, 2009, quando muitos assistidos entram num Templo Umbandista, imediatamente perguntam: Aqui pratica-se Umbanda Branca?
Hoje, observamos muito irmãos umbandistas se apegarem ao fato de quem se intitular praticante da “Umbanda Branca” está sendo preconceituoso, pois, jocosamente, dizem não existir também Umbanda vermelha, Umbanda verde, etc. Esqueceram-se o fato importante, de muito indivíduos abrirem suas casas com o nome de Umbanda, mas praticam cultos estranhos, distanciados no Evangelho Redentor. Por isso, para diferenciar a Umbanda original das práticas estranhas, com doutrinas, magias, crenças e rituais que nada aproximavam no preconizado por Nosso Senhor Jesus Cristo, defendido pelo Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas e seus seguidores, se intitulava, de “Linha Branca de Umbanda”. Não adianta querermos tapar o Sol com a peneira; somos sabedores da existência de muito Terreiros que se denominam de Umbanda, mas estão largamente distanciados da linha mestra.
Portanto o termo “Umbanda Branca” foi e é usado pelo povo, para saberem se o local que estão entrando, prática magia branca. É só isso.

– Umbanda Traçada: A que admitiu (a princípio ou posteriormente) a presença (como trabalhadores) dos Exus e Pombas-Gira, personagens da Quimbanda que eram até temidos no início e hoje já viraram Guardiões, e outras entidades intermediárias, trabalhadores de excelente performance, sempre visando a caridade, porque, se assim não for, não podem se considerar Umbanda. É chamada de Traçada ou Cruzada porque nela existe o cruzamento (ou entrelaçamento) de dois tipos de trabalhadores: os de Umbanda (Caboclos - índios nativos - e Pretos Velhos) e os de Quimbanda (Exus, Pomba-Gira, Bugres, Malandros, etc.);

* Nota do autor: Essa Umbanda nós conhecemos como: Umbanda Traçada, Mista ou Cruzada – Tem influência do Catimbó, do sincretismo e suas práticas. Faz uso indiscriminado de oferendas, despachos e algumas casas, de bebidas alcoólicas. Sem cunho e estudo doutrinário próprio. Tem o uso de atabaques e/ou tambores. Largo uso de roupagens coloridas, adereços, danças e festas (internas e externas). Tem muita proximidade com os trabalhos da Umbanda Popular.

– Umbandomblé: Todas as Umbandas que praticam em seus Cultos, os ritos absorvidos dos Candomblés, seja de que nação forem. Nessas Umbandas há “toques” para Orixás, costumam usar brajás ao invés de guias, recolhem “filhos de santo”, usam quelês, sacrificam e colocam “oxu” nos oris de seus adeptos ... e por aí vai. O que as assemelha à Umbanda original e as afasta do Candomblé de raiz é o trabalho com entidades tipo Pretos-Velhos e Caboclos e mesmo Exus infiltrados (porque esses não são os Orixás-Exu das nações) que vêm, ...... aí sim, trabalhar para a caridade.

*Nota do autor: Essa Umbanda nós conhecemos como Umbanda Omolocô (também conhecida como Umbanda Primitiva, de Almas e Angola): Iniciada pelo Tatá Trancredo da Silva em 1950, onde encontramos um misto entre os Cultos, liturgias, rituais africanos (bantu) e o trabalho direcionado por Guias Espirituais. Faz uso de camarinhas, sacrifícios de animais, ebós, raspagens, catulagem, etc. Usando a Umbanda como fonte matricial, para esta via alternativa, Tancredo organizou o que vulgarmente é denominado de Umbandomblé. Influenciou grandemente as práticas da conhecida Umbanda Popular As Umbandas Traçadas ou Cruzadas não absorveram, necessariamente, ritos e práticas afro, e essa é a grande diferença delas para a Umbandomblé. Algumas até absorveram mais algumas entidades de Catimbó e outros grupamentos de raízes nordestinas e outras ainda, preferiram “cruzar” seus ensinamentos com os dos “Mestres Orientais”.
Eu colocaria ainda, como subgrupo das Umbandas Traçadas ou Cruzadas, as Umbandas Esotéricas e mesmo as Iniciáticas, já que nelas, além dos trabalhos com as entidades já citadas, existe a adaptação de ensinamentos e até mesmo de entidades tidas como “orientais” e sábios de outras nações que não as africanas. E diria mais ainda: Em termos de abertura para novas aprendizagens, a Umbanda Traçada é a que mais se encontra nessa posição, já que as outras duas tendem a se prender muito em suas raízes (ou cristãs, ou afro) e desmerecerem alguns dos conhecimentos mais modernos que nos chegam através de outras correntes de Espíritos e mesmo da ciência.
Que isso não seja tomado como desmerecimento para qualquer tipo de Umbanda, pois, guardadas as devidas proporções e se o Culto visa à caridade, o amor fraterno e a fé, então todas têm em si a semente de Umbanda, ainda que não seja exatamente a que o CDSE criou. Agora, se alguém cria um agrupamento para misturarem Cultos “ao deus dará”, explorar a caridade, impingir medos aos seus seguidores, sair matando cães e gatos pra saciar suas sedes de sangue e de impressionismo... aí, pelo amor de Deus, isso não pode ser chamado de Umbanda!!! [grifo nosso]
Custa muito às diversas Umbandas se identificarem por suas raízes ou suas doutrinas para que nem tudo seja apenas Umbanda? Vão ficar menos Umbanda por causa disto? Vamos a um raciocínio? Imaginemos que você que agora me lê, através de uma entidade ou não, venha a criar amanhã, um novo Culto espiritualista, digamos... “ALABANDA”, e nos diz que este será um novo Culto que só fará trabalhos através dos Ciganos e Boiadeiros, por exemplo, e também será voltado exclusivamente para as práticas Ciganas e a magia dos Boiadeiros.
Depois de alguns anos você vê que alguns outros grupos que passaram a se autodenominar “ALABANDA”, trabalham com Mineiros, com Orixás de Nação e suas “obrigações”, com Exus, Caboclos, Pretos-Velhos, Baianos, Malandros, tentam decifrar o que seria “ALABANDA”, mas não ousam perguntar a você, que foi o (a) criador (a), o que seria, e ainda por cima, depois disso tudo ainda começam a discutir porque acham que “ALABANDA” deveria “voltar às raízes afro” já que os “Orixás” são afro.
O que você diria, honestamente? Foi isso o que aconteceu com a Umbanda criada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. Não seria melhor que cada Alabanda dessas que se formou após, se identificasse convenientemente? Eis aí o porquê de, desde muitos anos atrás (isso não é de hoje), já se falar de codificação de Umbanda e até hoje, ninguém saber exatamente qual das Umbandas se vai codificar – todas, não dá mesmo!
De minha parte posso lhes dizer que a Umbanda que eu pratico é totalmente Cruzada e praticamente nada nela existe de Ritual de Nação Afro, embora tenha que conhecer alguns fundamentos para casos em que certos problemas mediúnicos tenham origem em entidades específicas. Talvez a melhor descrição para ela seria de Umbanda Aberta. Sempre aberta para melhores conhecimentos e aprimoramentos ritualísticos que realmente possam ter fundamento, venham de onde vierem.
Concordamos com os apontamos do senhor Cláudio Zeus, só diferenciando em um aspecto:
Na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, já se trabalhava com Exus (de forma diferenciada; lá não tinha gira com atendimento de Exu; só vinham para resolver casos específicos), portanto, não seria a Umbanda Traçada que recebeu em seu seio essas entidades espirituais, segundo o relato que comprova esse fato numa entrevista gravada com o Sr. Zélio Fernandino de Moraes no dia 22 de outubro de 1970, que faz algumas referências ao trabalho com Exus na Tenda Nossa Senhora da Piedade: “Fita de No. 50 da Biblioteca da Casa Branca de Oxalá. Gravação feita com a voz de Zélio de Moraes”. (a disposição no site: www.casabrancadeoxala.org).

Vamos apontar outras ramificações e/ou sub-grupos da Umbanda do nosso conhecimento

– Umbanda de Mesa Branca: De expressiva influência da chamada “Religião Espírita”. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos africanos (Orixás), nem o trabalho dos Exus e das Pombas-Gira, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinária se prende mais ao trabalho de Guias como Caboclos, Pretos Velhos, Crianças e Linha do Oriente somente. Trabalham com desobsessão e curas.

– Umbanda Esotérica: “É a vertente fundamentada pelo médium Woodrow Wilson da Matta e Silva, também conhecido com mestre Yapacani (28/06/1917 – 17/04/1988), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1956, com a publicação do livro “Umbanda de todos nós”. Sua doutrina é fortemente influenciada pela Teosofia, pela Astrologia, pela Cabala e por outras escolas ocultistas mundiais e baseada no instrumento esotérico conhecido como Arqueômetro, criado por Saint Yves D’Alveydre e com o qual se acredita ser possível conhecer uma linguagem oculta universal que relaciona os símbolos astrológicos, as combinações numerológicas, as relações da cabala e o uso das cores”. (http://registrosdeumbanda.wordpress.com). Apregoam que a Umbanda é milenar, e possuem um código doutrinário próprio, com rituais, liturgias e sacramentos particulares.

– Umbanda Iniciática: É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo médium Francisco Rivas Neto, onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Aumbhandan, o Ponto de Convergência e Síntese. Também possuem um código doutrinário próprio, com rituais, liturgias e sacramentos particulares.

– Umbandaime: Em 1989, quando se iniciaram os trabalhos de Umbanda, na Igreja Damisita “Céu do Mapiá” (AM), seu iniciador, o Padrinho Sebastião intitulou-o de Umbandaime. Tem muita proximidade com os trabalhos da Umbanda Popular, mais a ingestão do Ayuaska (Santo Daime).

– Umbantimbó: Esse termo foi introduzido por nós, para classificar as muitas práticas de umbandas pelo nordeste, onde, antigamente praticava-se Catimbó, e com o tempo, transformaram-se em Umbanda. Mas a mistura prevalece inclusive alguns adotando ritualísticas do Candomblé, com sacrifício de animais. [grifo nosso] Atualmente, em São Paulo, devido a surgirem “cursos” de Catimbó, muitos Terreiros estão aderindo à suas práticas, introduzindo-a no seu calendário ritualístico e litúrgico, inclusive, abrindo dias específicos para práticas do Catimbó.

– Umbanda Aumpram: É a vertente fundamentada pelo médium Roger Feraudy (1923 – 22/03/2006), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1986, com a publicação do livro “Umbanda, essa desconhecida”. Esta vertente é uma derivação da Umbanda Esotérica, das quais foi se distanciando ao adotar os trabalhos de apometria e ao desenvolver a sua doutrina da origem da Umbanda, a qual prega que a mesma surgiu a 700.000 anos em dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário, os quais teriam sido os locais em que terráqueos e seres extraterrestres teriam vivido juntos e onde estes teriam ensinado àqueles sobre o Aumpram, a verdadeira lei divina. (http://registrosdeumbanda.wordpress.com)

– Umbanda Popular: Tem forte influência de ritualísticas do Candomblé, do Catimbó, do sincretismo e suas práticas. Faz uso indiscriminado de oferendas, despachos e algumas casas, de bebidas alcoólicas. Sem cunho e estudo doutrinário próprio. Tem o uso de atabaques e/ou tambores. Largo uso de roupagens coloridas, adereços, danças e festas (internas e externas). Embora com influência do Candomblé, não realizam ritualísticas com sacrifícios de animais, a não ser em alguns casos particulares, onde alguns sacerdotes, às escondidas, praticam tal ato numa ritualística solitária e pessoal, mas não como prática religiosa de Terreiro. Arregimenta a maioria dos Terreiros ditos de Umbanda. “É uma das mais antigas vertentes, fruto da umbandização de antigas casas de Macumbas, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. É a vertente mais aberta a novidades, podendo ser comparada, guardada as devidas proporções, com o que alguns estudiosos da religião identificam como uma característica própria da religiosidade das grandes cidades do mundo ocidental na atualidade, onde os indivíduos escolhem, como se estivessem em um supermercado, e adotam as práticas místicas e religiosas que mais lhe convêm, podendo, inclusive, associar aquelas de duas ou mais religiões”. (http://registrosdeumbanda.wordpress.com)

– Umbanda Mirim: Assim nominamos o subgrupo que teve e tem uma grande influência em muitos Terreiros. Iniciado pelo Caboclo Mirim através de seu médium – Benjamim Figueiredo. Tem doutrina e característica própria. Não utiliza imagens de Santos e nem sincretismo; não fazem uso das guias no pescoço e nem trabalhos com Exus e Pombas-Gira. Faz uso de tambores somente em giras de confraternização (1 vez por mês), roupagens somente brancas; não utiliza bebidas alcoólicas e abomina a matança de animais [grifo nosso]. Desvinculou-se totalmente da doutrina, ritualística e liturgias dos cultos afros.

– Umbanda Eclética Maior: É a vertente fundamentada pelo médium Oceano de Sá (23/02/1911 – 21/04/1985), mais conhecido como mestre Yokaanam, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 27/03/1946, com a fundação da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal.

– Umbanda Guaracyana: É a vertente fundamentada pelo médium Sebastião Gomes de Souza (1950-), mais conhecido como Carlos Buby, surgida em São Paulo, SP, em 02/08/1973, com a fundação da Templo Guaracy do Brasil. 

– Umbanda dos Sete Raios: É a vertente fundamentada por Ney Nery do Reis (Itabuna, (26/09/1929 –), mais conhecido como Omolubá, e por Israel Cysneiros, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em novembro de 1978, com a publicação do livro “Fundamentos de Umbanda – Revelação Religiosa” .

– Umbanda Sagrada: É a vertente fundamentada pelo médium Rubens Saraceni, surgida em São Paulo/SP, em 1996, com a criação do Curso de Teologia de Umbanda. Sua doutrina procura ser totalmente independente das doutrinas africanistas, espírita, católica, orientalista e esotérica, pois
considera que a Umbanda possui fundamentos próprios e independentes dessas tradições, embora reconheça a influências das mesmas na religião. É calcada em doutrina própria, dando ênfase ao culto aos Orixás como divindades, às diversas práticas de magias, despachos e oferendas. Tem muita proximidade com os trabalhos ritualísticos da Umbanda Popular.

Entre outras...

Os segmentos Omolokô e Umbandomblé, saíram totalmente das diretrizes básicas da Umbanda, pois, particularmente, fazem uso do sacrifício de animais em rituais, prática abominável em ritualísticas umbandistas [grifo nosso]; recolhem “filhos de santo”, fazem camarinhas, raspagem, catulagem, usam quelês, realizam festas e longos cultos a Orixás, etc. A Umbanda não tem um órgão fiscalizador e normativo, e por isso, muitas práticas mediúnicas por não se encaixarem em práticas espíritas e nem candomblecistas, ganhando o status de Umbanda; é só ir a um Cartório, registrar com nome de Umbanda, e pronto. Ninguém fiscaliza nada, e a população coloca tudo como prática de Umbanda.

Deixamos em separado o segmento Umbanda Crística, pois é o seguido pela nossa casa, o “Templo da Estrela Azul – Casa de Oração e Escola Cristã Umbandista – fundado em 1937”. Inclusive, todos os apontamentos deste livro baseiam-se na doutrina esposada pela Umbanda Crística, praticada em nosso Terreiro. Muitos poderão se sentir incomodados por nos pautarmos tanto no Evangelho de Jesus, procurando seguir fielmente Seus ensinamentos, bem como também, aceitarmos práticas cristãs em nossa ritualística, doutrina e liturgia.
Com isso não estamos desmerecendo ou mesmo criticando ninguém e nem seu culto, mas achamos por bem esclarecer, para que todos possam se situar, e assim poder claramente entender o que é a Umbanda Crística.

Só podemos dizer que os Guias Espirituais militantes em todas as ramificações umbandistas, lá estão por afinidade, e realizam um trabalho caritativo dentro da realidade deles (rituais, oferendas, etc.) em conjunto com a mente e a aceitação dos seus profitentes. A Umbanda Crística guarda um vínculo muito forte e íntimo com a doutrina da Linha Branca de Umbanda preconizada pelo Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, que tinha influências decisivas do espiritismo e do catolicismo e nada do africanismo. São palavras textuais de Zélio Fernandino de Moraes:

- O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou o sacrifício de aves e animais, quer para homenagear entidades, quer para fortificar a minha mediunidade.
- O Caboclo das Sete Encruzilhadas não admitia atabaques e nem mesmo palmas nas sessões. Apenas os cânticos, muito firmes e ritmados, para a incorporação dos Guias e a manutenção da corrente vibratória.
- Capacetes, espadas, adornos, vestimentas de cores, rendas e lamês não são aceitos nos Templos que seguem a sua orientação. O uniforme é branco, de tecido simples.
- As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Não é a quantidade de guias o que dá força ao médium.
- Os banhos de ervas, os amacis, as concentrações nos ambientes da Natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituem os principais elementos de preparação do médium. E são severos os testes que levam a considerar o médium apto a cumprir a sua missão mediúnica.

– Umbanda Crística: Aqui, daremos somente uma breve pincelada; em outra obra, esmiuçaremos pormenorizadamente sua base doutrinária.

- Umbanda praticada sem atabaques, sem palmas, sem roupagens coloridas ou qualquer tipo de adereços externos, tipo: cocares, chapéus, coroas, arcos, tacapes, tridentes, etc.
- Abomina o sacrifício de animais [grifo nosso].
- Toda calcada no Evangelho Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, Reforma Íntima, Descarregos (desobsessão) e na prática caritativa sem fins pecuniários. Incentiva o estudo e a realização do Evangelho no lar.
- Aceita os Sagrados Orixás, não como deuses, mas sim como denominações humanas para os Poderes Reinantes do Divino Criador, a própria Natureza em si.
- Aceita alguns Santos Católicos e seus ensinamentos.
- Aceita a Codificação Kardequiana, algumas literaturas kardecistas, bem como alguns Espíritos
militantes na Doutrina Espírita e seus ensinamentos.
- Nas Giras de Caridade, os hinos de louvação, perdão, amor, pontos cantados de raiz, pontos de força e/ou pontos de poder são efetuados através de arranjos musicais. Em Giras de Desenvolvimento Mediúnico os pontos cantados são efetuados de viva voz.
- Promove a realização de evangelização para os médiuns e os assistidos, uma vez por semana.
- Reserva um dia da semana para o “desenvolvimento” mediúnico.
- Dá ênfase a realização de rezas, orações e principalmente à prática diária do Ritual do Rosário das Santas Almas Benditas.
- Atua mediunicamente com: Congregação de Trabalhos Espirituais das Santas Almas Benditas. É onde se encontram Espíritos iluminados com grande conhecimento e capacidade de manipulação energética, bem como os que estão em franca evolução. São todos os Guias Espirituais Militantes na Umbanda. A Congregação de Trabalhos Espirituais na Umbanda dividem-se em três categorias:

1ª) Linhas Mestras e Linhas Excelsas de Trabalhos Espirituais;
2ª) Correntes de Trabalhos Espirituais;
3ª) Irmandades de Trabalhos Espirituais. Ei-las:
- Linha Mestra dos Caboclos da Mata (roupagem fluídica de silvícolas) e suas Linhas Auxiliares: Linha Auxiliar dos Caboclos Sertanejos (roupagem fluídicas de Caboclos Boiadeiros e Caboclas Rendeiras), e a Linha Auxiliar dos Caboclos D ́agua (roupagem fluídicas de Caboclos Ribeirinhos e
Caboclas Lavadeiras).
- Linha Mestra dos Pretos-Velhos (Força Africana – roupagem de negros escravos) e sua Linha Auxiliar: Linha Auxiliar dos Baianos (roupagem fluídica do Povo-do-Santo).
- Linha Excelsa das Crianças. São Espíritos velhíssimos, que tem uma linha de evolução planetária em outra dimensão, usando a roupagem fluídica de crianças com no máximo 7 anos.
- Linha Excelsa dos Magos Brancos do Oriente – com grande atuação em trabalhos específicos e caritativos de cura; não atuam em consultas corriqueiras; e suas Linhas Auxiliares: Linha Auxiliar dos Ciganos (roupagem fluídica), e Linha Auxiliar dos Curandeiros (roupagem fluídica).
“As Linhas Mestras e Auxiliares de Trabalhos Espirituais” são as que se manifestam mediunicamente, trabalhando em atendimentos caritativos fraternos, com orientações pessoais.

Corrente de Trabalhos Espirituais: Elementais Sereias e Tritões (Segundo o dicionário Aurélio, “corrente ” significa: “Diz-se das águas que correm, que não se acham estagnadas”; “Deslocamento orientado das águas do mar: correntes marinhas”). São Espíritos de Elementais do mar; eles vem por ordem da Mãe Yemanjá.
Corrente de Trabalhos Espirituais das Yaras (São Espíritos de elementais ligadas as águas dos rios e riachos, bem como na água presente nos vegetais (80% dos vegetais são compostos de água); usam a roupagem fluídica de meninas; elas vem por ordem do Pai Oxossi).

“Corrente de Trabalhos Espirituais” é a que manifestasse mediunicamente, em passes e descarregos, mas não procedem a consultas. Não utilizam roupagem arquetípica. São o que são.

Irmandade de Trabalhos Espirituais dos Semirombas (Santos (as), padres e freiras) e Irmandade de Trabalhos Espirituais dos Sakáangás (benzedoras(es) rezadeiras(ros), parteiras).
Irmandades de Trabalhos Espirituais são as que se manifestam somente espiritualmente em rezas e orações, sem incorporações.
Falange de Trabalhos Espirituais: Exus (na confundir com “Èsù” dos cultos afros) e Pombas-Gira(Segundo o dicionário, Falange significa: “Formação de combate usada pelos antigos gregos. Corpo de tropas”): 

Os trabalhadores espirituais da Falange dos Exus e das Pombas-Gira são recém egressos da Banda Negra. Santo Antonio é o patrono e responsável por essa Falange. Têm duas missões essenciais na Umbanda: 

1ª) Observam e preparam os possíveis “despachos” propiciatórios, as vezes necessários, para o “Povo da Encruzilhada”, ou seja, para os Guardiões dos entrecruzamentos vibratórios, a fim de enviar, mandar embora, qualquer tipo de malefício.
2ª) Resolvem pacificamente as “demandas” suspendendo as hostilidades,
procurando alcançar amigavelmente os trabalhadores trevosos, convertendo-os ao bem, com hábil esforço.

“A Falange de Trabalhos Espirituais” é a que atua mediunicamente em trabalhos de defesa e desmanches. Por determinação da diretoria espiritual da Umbanda Crística, não é realizada “Giras” de Exus e Pombas-Gira, e nem procedem a atendimentos públicos. Por isso não é considerada uma Linha de Trabalho Espiritual. Em Giras de Caridade, em algumas exceções e precisão, a Falange dos Exus e Pombas-Gira podem se fazer presente na incorporação, isoladamente, mas somente para descarregar um assistido, sem contudo, proceder a atendimentos.

Existem muitas outras formas de vivenciar a Umbanda e todas se forem feitas do amor, com amor e por amor serão legítimas. Muitas outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra Umbanda. Por isso, é infrutífero e estéril qualquer tipo de discussão sobre quem pratica a “verdadeira Umbanda”. É bom cada um se situar na ramificação seguida, e procurar fazer o melhor possível, pois a Espiritualidade Maior não acoberta erros. Como diz o Senhor Caboclo Araribóia: “passarinho que dorme com morcego, amanhece de ponta cabeça”.

_____________________
Extraído de “O ritual do Rosário das Santas Almas Benditas”
Download gratuito do livro completo aqui
*Grifos nosso

terça-feira, 14 de maio de 2013

Depois de 2012


Sabemos que a Terra e a humanidade estão ingressando em um novo ciclo. Em alguns anos vão alcançar um nível de consciência bem acima do nível atual.
As pessoas vão mudar primeiro e então construir uma sociedade mais fraterna e justa.
Acabam-se as mentiras, a corrupção, a ganância, a violência, a miséria...
Das 7 bilhões de pessoas,só as que alcançarem certo nível moral e espiritual devem continuar neste planeta.
Situações complicadas devem ocorrer em todos os países, mas você pode diminuir os impactos desses acontecimentos fazendo algumas mudanças desde já.

Mudanças importantes!

1- Seja mais simples!
Nas palavras, nos gestos, nas roupas, na comida...
Assim você vai precisar de menos coisas para sobreviver numa situação de crise.

2- Comece a descobrir o silêncio interior!
Abaixe o som da música ou da TV. Evite buzinar. Evite gritar. Fique menos tempo na frente da TV ou do computador. Escute mais sua intuição.

3- Converse menos.
Todos vão agradecer.
Mais de 90% da nossa conversa não tem proveito algum!

4- Afaste-se um pouco dos aparelhos e passe mais tempo junto à natureza!
Você consegue passar um dia sem TV, celular e internet? Consegue passar dois dias sem energia elétrica? Experimente!

5- Pare de consumir tanto!
Evite desperdícios. Conserte. Recicle. Deixe o supérfluo. Busque o essencial. Pare de seguir moda dos outros. Crie seu modo de vestir. Seja inteligente!

6- Economize!
Muita gente está endividada e não consegue pagar suas dívidas. Cuidado! Você pode precisar de dinheiro mais adiante.
Na Europa a crise já começou e alguns estão aprendendo agora a viver sem excessos.

7- Evite exibições!
Procure não exibir casa, jóias, bens, família ou felicidade! Não é hora mais de se exibir coisa alguma! Só os atrasados precisam chamar a atenção.

8- Seja discreto com o corpo!
Use roupas discretas. Nos próximos anos tenha cuidado para não atrair a atenção de mentes perturbadas!

9- Tenha gratidão...
a Deus, às pessoas, aos reinos da Criação, ao Planeta!

10- Tente comer menos
Varie seus hábitos alimentares. Na falta de certos alimentos será mais fácil você se acostumar com outros.

11- Fique longe de fanáticos!
Há gente fanática no futebol, na política, na religião... Procure agir com calma e não doidamente. Fanatismo só leva ao mal!

12- Abandone os vícios!
É hora de jogar longe esses vícios que você carrega há anos. Corte-os de uma vez. Se precisar, procura ajuda de um AA, de um terapeuta, de um religioso...
Você precisa estar lúcido e liberto de vícios nos momentos de grandes mudanças.

13- Ponha suas contas em dia!
Devolva o que pediu emprestado. Pague o que deve. Acerte a documentação do seu imóvel. Encerre totalmente brigas e confusões.
Esteja com a consciência tranquila e com a vida acertada nos dias que virão.

14- Não fique repetindo notícias ruins!
Tire sua atenção de tudo que lhe provoca revolta, medo, desânimo, horror.
Evite notícias sobre políticos corruptos, crimes, violências... Falar no mal pode aumentar o mal agora.

15- Ore mais!
Procure Deus. Aproxime-se de Deus! Ore todos os dias pela manhã , à noite, por toda a humanidade, pela paz...

Esteja em paz! As mudanças serão para o bem de todos.

*Autor desconhecido

A Declaração de Cambridge sobre a Consciência dos Animais

Extraído do Blog Contato Animal:


Em julho de 2012, as Revistas Veja e Super Interessante fizeram referência a uma conferência realizada em Cambridge, cujos resultados foram apresentados sob a forma de uma publicação acadêmica agora conhecida como a "Declaração de Cambridge": manifesto de neurocientistas que claramente afirma que mamíferos, aves e até polvos têm consciência. 
A publicação, de 07 de julho de 2012,  esquentou e veio consubstanciar o ativismo pelo reconhecimento dos direitos dos animais. 

O manifesto tem as assinaturas de doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck. 
Trata-se do resultado de uma compilação das pesquisas da área. Representa um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor. 
Em entrevista ao site de VEJA, Philip Low, criador do iBrain, o aparelho que recentemente permitiu a leitura das ondas cerebrais do físico Stephen Hawking, e um dos articuladores do movimento, explica que nos últimos 16 anos a neurociência descobriu que as áreas do cérebro que distinguem seres humanos de outros animais não são as que produzem a consciência. 
 "As estruturas cerebrais responsáveis pelos processos que geram a consciência nos humanos e outros animais são equivalentes", diz. 
 "Concluímos então que esses animais também possuem consciência." 

O manifesto de Cambridge nos dá a todos mais munição mais avançarmos nas conquistas pelo já tão atrasado reconhecimento dos direitos animais.
 "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal." 
Isso quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. 
"Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. 
"Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

Os estudos realizados já foram o  suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como afirma o próprio Philip Low: 
"Estou considerando me tornar vegetariano", diz. 
"Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais." 

Transcrevo abaixo, a tradução da Declaração de Cambridge, primeiro em tradução para o português e, em seguida seu original, em língua inglesa:

Declaração de Cambridge sobre Consciência*

Neste dia de 07 de julho de 2012, um grupo proeminente de neurocientistas cognitivos, neurofarmacologistas, neurofisiologistas e neurocientistas computacionais reuniram-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência da consciência e comportamentos relacionados, em animais humanos e não-humanos. Ainda que a investigação comparativa neste área seja muito dificuldade pela incapacidade de animais não humanos __ e frequentemente humanos __ para clara e prontamente comunicarem seus estados internos, as seguintes observações podem ser feitas inequivocamente:

*O campo da investigação sobre a Consciência está evoluindo rapidamente. Novas técnicas e estratégias de investigação para animais humanos e não-humanos foram desenvolvidas em número abundante. Consequentemente, um maior número de dados é disponibilizado com mais facilidade, o que obriga a uma reavaliação periódica de preconcepções que persistem neste campo. Estudos de animais não-humanos mostraram circuitos cerebrais homólogos correlacionados com a experiência e a percepção da consciência podem ser seletivamente acessadas e manipuladas para compreender se são de fato necessários à referida experiência. Além disso, novas técnicas não invasivas estão já disponíveis para mapear os correlativos da consciência nos humanos. 

*Os substratos neuronais não parecem limitar-se às estruturas corticais. De fato, redes neuronais subcorticais que são estimuladas durante a vivência de estados afetivos em humanos, são também criticamente importantes enquanto geradoras de comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões do cérebro gera comportamentos e estados sentimentais correspondentes em ambos, animais humanos e não-humanos. Sempre que suscitamos comportamentos emocionais instintivos em cérebros de animais não-humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com a experiência de estados sentimentais, incluindo os estados internos compensatórios ou punitivos. Os sistemas associados ao afeto estão concentrados nas regiões subcorticais onde abundam as homologias neuronais. Ademais, os circuitos neuronais que suportam estados comportamentais/eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão, parecem ter surgido tão cedo, no processo evolutivo, quanto a ramificação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e moluscos cefalópodes (e.g.: polvo). 

*As aves parecem oferecer, de forma surpreendente, através do seu comportamento, da sua neurofisiologia, e da sua neuroanatomia, um processo de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência próximo dos humanos têm sido, da forma mais dramática, observadas em papagaios cinzentos africanos. As redes e microcircuitos emocionais e cognitivos de aves e mamíferos parecem ser bastante mais homólogos do que previamente se pensou. Além disso, certas espécies de aves, como foi demonstrado nos padrões neurofisiológicos dos mandarins, exibem padrões neuronais de sono idênticos aos dos mamíferos, incluindo o sono REM, que se pensava exigirem o neocórtex dos mamíferos. As magpies [uma espécie de pombo], em particular, exibiram impressionantes similaridades com humanos, grandes símios, golfinhos e elefantes em estudos de auto reconhecimento da sua imagem refletida num espelho. 

* Nos humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado com uma disrupção no processamento cortical de feedforward e feedback. Intervenções farmacológicas em animais não-humanos com compostos conhecidos por afetarem o comportamento humano, podem conduzir a perturbações similares no comportamento dos animais não-humanos. Nos humanos, existem evidências que sugerem que a consciência de algo, tal como na consciência visual, está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições do processamento subcortical ou cortical primitivo. Evidências de que sentimentos de animais humanos e não-humanos emergem de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem evidências de qualia afetivas fundamentais evolutivamente partilhados. 

Declaramos o seguinte: “A ausência de neocórtex não parece excluir um organismo da possibilidade de experienciar estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não-humanos possuem os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência em linha com a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são únicos na posse dos substratos neurológicos que geram consciência. Animais não-humanos, abarcando todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, incluindo os polvos, também possuem estes substratos neurológicos”. 

 Original da declaração: 

A Declaração de Cambridge sobre a Consciência foi escrita por Philip Low e editada por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. 
A declaração foi publicamente proclamada em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de Julho de 2012, na Conferência de Homenagem a Francis Crick, sobre a Consciência em Animais Humanos e não-Humanos, no Churchil College, Universidade de Londres, por Low, Edelman e Koch. 
A declaração foi assinada pelos participantes na conferência nessa mesma tarde, na presença de Stephen Hawking, no Salão Balfour no Hotel du Vin Cambridge (Reino Unido). A cerimônia de assinatura foi assinalada pelo CBS 60 Minutes.

Original em inglês:

The Cambridge Declaration on Consciousness * 

On this day of July 7, 2012, a prominent international group of cognitive neuroscientists, neuropharmacologists, neurophysiologists, neuroanatomists and computational neuroscientists gathered at The University of Cambridge to reassess the neurobiological substrates of conscious experience and related behaviors in human and non-human animals. While comparative research on this topic is naturally hampered by the inability of non-human animals, and often humans, to clearly and readily communicate about their internal states, the following observations can be stated unequivocally:  

*The field of Consciousness research is rapidly evolving. Abundant new techniques and strategies for human and non-human animal research have been developed. Consequently, more data is becoming readily available, and this calls for a periodic reevaluation of previously held preconceptions in this field. Studies of non-human animals have shown that homologous brain circuits correlated with conscious experience and perception can be selectively facilitated and disrupted to assess whether they are in fact necessary for those experiences. Moreover, in humans, new non-invasive techniques are readily available to survey the correlates of consciousness.  

*The neural substrates of emotions do not appear to be confined to cortical structures. In fact, subcortical neural networks aroused during affective states in humans are also critically important for generating emotional behaviors in animals. Artificial arousal of the same brain regions generates corresponding behavior and feeling states in both humans and non-human animals. Wherever in the brain one evokes instinctual emotional behaviors in non-human animals, many of the ensuing behaviors are consistent with experienced feeling states, including those internal states that are rewarding and punishing. Deep brain stimulation of these systems in humans can also generate similar affective states. Systems associated with affect are concentrated in subcortical regions where neural homologies abound. Young human and nonhuman animals without neocortices retain these brain-mind functions. Furthermore, neural circuits supporting behavioral/electrophysiological states of attentiveness, sleep and decision making appear to have arisen in evolution as early as the invertebrate radiation, being evident in insects and cephalopod mollusks (e.g., octopus). 

* Birds appear to offer, in their behavior, neurophysiology, and neuroanatomy a striking case of parallel evolution of consciousness. Evidence of near human-like levels of consciousness has been most dramatically observed in African grey parrots. Mammalian and avian emotional networks and cognitive microcircuitries appear to be far more homologous than previously thought. Moreover, certain species of birds have been found to exhibit neural sleep patterns similar to those of mammals, including REM sleep and, as was demonstrated in zebra finches, neurophysiological patterns, previously thought to require a mammalian neocortex. Magpies in particular have been shown to exhibit striking similarities to humans, great apes, dolphins, and elephants in studies of mirror self-recognition.  

*In humans, the effect of certain hallucinogens appears to be associated with a disruption in cortical feedforward and feedback processing. Pharmacological interventions in non-human animals with compounds known to affect conscious behavior in humans can lead to similar perturbations in behavior in non-human animals. In humans, there is evidence to suggest that awareness is correlated with cortical activity, which does not exclude possible contributions by subcortical or early cortical processing, as in visual awareness. Evidence that human and nonhuman animal emotional feelings arise from homologous subcortical brain networks provide compelling evidence for evolutionarily shared primal affective qualia. 

We declare the following: “The absence of a neocortex does not appear to preclude an organism from experiencing affective states. Convergent evidence indicates that non-human animals have the neuroanatomical, neurochemical, and neurophysiological substrates of conscious states along with the capacity to exhibit intentional behaviors. Consequently, the weight of evidence indicates that humans are not unique in possessing the neurological substrates that generate consciousness. Nonhuman animals, including all mammals and birds, and many other creatures, including octopuses, also possess these neurological substrates.” 

* The Cambridge Declaration on Consciousness was written by Philip Low and edited by Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low and Christof Koch. The Declaration was publicly proclaimed in Cambridge, UK, on July 7, 2012, at the Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, at Churchill College, University of Cambridge, by Low, Edelman and Koch. The Declaration was signed by the conference participants that very evening, in the presence of Stephen Hawkin, in the Balfour Room at the Hotel du Vin in Cambridge, UK. The signing ceremony was memorialized by CBS 60 Minutes

terça-feira, 7 de maio de 2013

Documentário - KYMATICA 2009


(Reprodução das legendas)
Evolução é um termo para definir somente um organismo, que é o self . O  self  é o Universo, o self é o Alfa e o Ômega, Deus, e o Infinito, e é a única coisa que evolui, pois somos todos parte do todo . Nada passa por um processo evolucionário individual ou sem benefício direto para o todo. Logo, quando você começa a pensar que existe uma elite no controle, essa mão controladora atrás da cortina que está levando o planeta à destruição, quando você pensa que o fim está próximo, o Apocalipse, o Armagedon, e quando você pensa que estamos condenados como espécie...Não foram ELES, mas sim VOCÊ quem causou isso. E por um ótimo motivo: Você está evoluindo. Pare de culpar a tudo e a todos. Para de temer a tirania global e desastres naturais e preste atenção. Pois o mundo está lhe dizendo algo, está lhe dizendo exatamente o que está errado e como corrigir isso.

“Não busque no exterior, mas volte-se para o interior, pois a verdade reside no homem interior. St. Agostinho

“Todas as grandes religiões se referiram à orientação interna em seus ensinamentos... O Espírito do Cristo, o Atman, o Deus Interior.” Cristine M. Comstock


Criação

Acredita-se que a Terra se formou a 4,6 bilhões de anos atrás. Nos primeiros 150 milhões de anos, ela começou a resfriar e liberar gases na litosfera que criaram as formas mais antigas da atmosfera terrestre. Antes da criação desta atmosfera, a irradiação ultravioleta do Sol criava uma condição inabitável, mas à medida que a terra foi se resfriando a água se condensou na atmosfera e o oxigênio se acumulou, viabilizando compostos orgânicos. Isso produziu organismos unicelulares e depois vegetais. Através dos tempos, a corrente evolucionária foi adiante. E então chegamos a uma espécie que não parece se adequar tão bem quanto as outras. 

O período de gestação de nove meses do homo sapiens reproduz os 3,8 bilhões de anos de evolução de toda a vida na Terra. O embrião humano repete a evolução de todas as espécies. Quando o espermatozoide e o óvulo se unem, essa nova criação é um organismo unicelular. Em horas, essa célula se multiplica mais rápido do que qualquer outra espécie. Quatro semanas depois, o embrião começa a desenvolver gueiras, como a vida aquática. Em poucas semanas, ele desenvolve pulmões e uma cauda com aparência reptiliana. Daí em diante reconhece-se um mamífero, e em seguida uma forma primata. Ele então completa essa lacuna, com a pele embrionária e finalmente apresenta as características de uma criança humana.

O corpo humano é uma comunidade de cerca de 50 trilhões de células. Tudo o que o corpo faz, a célula também faz. Células têm sistemas respiratórios e excretores, elas se alimentam, sentem, pensam e se comunicam com outras células. Trilhões de células formam um único organismo chamado corpo humano e bilhões de corpos humanos ajudam a formar o organismo que chamamos Terra. A Terra tem mais semelhanças com o corpo humano do que você pode imaginar. A Terra tem sua própria geração eletromagnética igual ao corpo humano. Pesquisas revelam que uma corrente elétrica direta flui pelas células perineurais encontradas ao redor de cada nervo no corpo. Esses caminhos são chamados de meridianos de energia e vêm sendo usados na prática de acupuntura por pelo menos 2 mil anos. Mais anterior ainda é a noção das linhas do dragão ou linhas ley nas quais muitas estruturas megalíticas e monumentos de pedra foram erguidos, marcando os meridianos energéticos da Terra. Esses meridianos energéticos são gerados pelas frequências ressonantes da Terra chamadas de Ressonância Schumann. Cada corpo planetário tem sua própria ressonância, que é determinada por sua circunferência e diâmetro assim como pela velocidade de órbita e rotação. A frequência da ressonância da Terra começa em 7.83 Hz e termina na sétima harmônica, em 43.2 Hz, relacionando-se com os 7 chakras. [7.8 13.7 19.6 25.5 31.4 43.2] Por fim, a maior descoberta de nossa Terra é a sua consciência. 

Um atributo visível da consciência é o campo energético que rege o formato dos organismos. Morfogênese é um termo científico para explicar essa formatação de tecidos, órgãos e organismos completos. A consciência é a força criativa de todo o universo. Ela recebeu muitos nomes como Deus, Javé, Krishna, Natureza, O Campo, a Divindade. Na verdade, todo o universo é um único organismo vivo e consciente, completamente ciente de si. O motivo porque isso parece difícil de entender é o nosso conhecimento, tipicamente limitado pela nossa linguagem. Quando ouvimos o termo 'organismo consciente' tendemos a antropoformizar essa definição, dando-lhe qualidade humanas, e erroneamente ignoramos o que um organismo é, em primeiro lugar.

A definição de Organismo é qualquer coisa viva capaz de responder a estímulos, reprodução, crescimento , desenvolvimento e manutenção de homeostase como um todo estável. Nosso universo faz tudo isso. A consciência de nosso universo é responsável pela forma e pelo propósito que toda a matéria adquire. As frequências ressonantes da Terra são um resultado de sua forma. Essas frequências são responsáveis por ritmos biológicos como o ciclo menstrual e o circadiano, assim como padrões emocionais e de comportamento. As frequências são absorvidas pela flora e pela fauna que são instrumentos biológicos que respondem aos padrões de ondas. Os padrões de ondas ressoam na estrutura craniana de nossa cabeça e convergem para o centro do nosso cérebro, que é onde encontramos a glândula pineal. Muitas culturas acreditam que a glândula pineal seja o terceiro olho espiritual, responsável pela intuição. Descartes a chamou de “centro da alma”, onde corpo e mente se encontram. Cada célula no nosso corpo recebe um impulso eletromagnético de nosso sistema nervoso central. Elas recebem o mesmo impulso que foi disseminado para cada instrumento biológico da Terra. Uma explicação para nosso universo consciente já foi tentada pela religião, pela ciência e pela filosofia. 

A negação da natureza biológica de qualquer organismo causa doenças. O divórcio da natureza, a queda do Éden, a confusão de idiomas, são todos sintomas, não de um deus ou deidades bíblicas mas do verdadeiro self. A maior e única ameaça pra nós é a perda do self, a morte da nossa divindade. Enquanto atravessamos a história com um oceano de informações e somente uma gota de sabedoria. Precisamos entender como perdemos nosso self.


Mitos

Em textos sagrados e escrituras antigas deixadas por nossos ancestrais encontramos uma ligação incrível entre história da Criação, um grande dilúvio, a Guerra dos Deuses, o Messias morrendo pelos pecados do homem, profecias do fim dos tempos e elementos similares. Essas correlações aparecem em mitos de culturas que supostamente não têm contato umas com as outras devido à distância geográfica e histórica. Um elo comum encontrado que conecta toda a mitologia tem suas raízes nos astros. Uma das narrações mais reveladoras é a da batalha dos deuses no céu e da inundação que a seguiu. Na Bíblia, Lúcifer enfrentou o Senhor, foi vencido e lançado à Terra. No mito da criação dos Anuma Alish, encontramos uma história similar de Tiamat vencido por Marduk e lançado ao abismo de Absu e o caos, Tiamat, a mãe de ambos. As águas de Absu e Tiamet se misturaram, significando que as águas caóticas de Tiamat estavam de alguma forma misturadas à água doce de Absu. Absu era um deus sumério-acadiano do abismo sob a Terra. Tiamat, também conhecido como Lúcifer, era conhecido como uma serpente ou dragão e foi derrotado por Marduk. Marduk era o pai de Nibo, ou Mercúrio, e Mercúrio é o mesmo personagem mitológico que o Mitras do Zoroatrismo, o Hermes egípcio Anubis, e o Hermes Christos. Entretanto, a versão mais recente de Mercúrio é o Arcanjo Miguel na Bíblia, que venceu Lúcifer e o mandou para o abismo da terra, ou o Inferno. Essa história está repleta de significados astrológicos na Bíblia e em muitas escrituras antigas. Isso leva a um evento histórico que é registrado por muitos pesquisadores, a respeito de uma revolta cósmica e um dilúvio histórico. William Comyns Beaumont afirma: “A inundação imortaliza a colisão de um planeta caído, posteriormente chamado de Satã e na verdade um cometa, com a nossa Terra. Considero o que isso revela. Ele postula que um planeta, posteriormente chamado de ‘Satã’ caiu na Terra, criando a inundação que vemos registrada na Bíblia e em outros mitos. Lúcifer, ou Tiamat era um planeta, conhecido nas culturas antigas como “O Brilhante”, o dragão das águas salgadas e caóticas. A luz do Sol iluminava a água desse planeta o que lhe fava um brilho que competia com o do próprio sol, ou seja, o que ouvimos sobre Lúcifer enfrentando o Senhor. O Senhor nesse caso era o Sol, que sustenta e aquece a Terra. O planeta Tiamat, ou Lúcifer, foi destruído por um evento cataclísmico que atirou o planeta aquoso ao abismo da Terra. No livro de Enoque, isso é revelado:

“... e veja, uma estrela caiu do céu e quando ela caiu na Terra eu vi como a Terra foi engolida por um grande abismo.” –The Book of Enoch

O mito dos índios Ute narra:

“O sol foi partido em milhares de fragmentos, que caíram na Terra causando um incêndio geral. Então, TA-Wats partiu antes da destruição que havia causado, e assim que ele partiu, a Terra em chamas consumiu seus pés, pernas, tronco, mãos e braços até que por fim, engolido pelo calor, o ‘sim’ do deus irrompeu e lágrimas se converteram em uma inundação que cobriu toda a Terra, apagando o fogo.” –Myte od the Ute Indians

O mito que parece com a tradução dos Anuma Alish por Staphanie Dalley em seu livro “Mitos da Mesopotâmia”, que explica que os olhos de Tiamat tornaram-se as fontes dos rios Tigre e Eufrates. Como o escrito no Livro das Revelações

“E houve uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e seus anjos resistiram. O grande dragão foi lançado para baixo, a antiga serpentes que chamamos de diabo ou Satã, que desviou o mundo todo do seu caminho. Ele foi lançado à Terra.” – Ver 12:7-10, NIV

A mitologia romana de Oved conta a história de Faeton, que é outro nome dado ao planeta da água Lúcifer, ou Tiamat. Essa história revela que Faeton era um filho do Sol que desejava ser o Sol por um dia. Faeton tentou tal feito e ao final Jove, que também é conhecido por Marduk destruiu Faeton lançando-o contra a Terra em chamas, que foram apagadas por uma grande inundação de um rio nunca visto antes. O tema comum que notamos aqui é que um planeta de água salgada “O grande Dragão”, “Lúcifer”, “Tiamat”, “Faeton” foi derrotado e caiu na Terra e agora vive nas profundezas, conhecidas como Inferno, dando-nos o resumo da história de Lúcifer levantando-se contra o Senhor e sendo derrotado e banido para reger o submundo. 

Porém, como sabemos, um resumo é apenas a superfície de uma história. O significado interno, o espírito do mito vem com um entendimento mais profundo da essência de cada planeta. Não apenas o planeta físico, mas o núcleo consciente, pois agora sabemos que as proporções e a velocidade de um planeta lhe dão suas frequências características que governam padrões biológicos e comportamentais. Esses planetas revelam a psicologia arquetípica do homem. Na antiguidade provavelmente o campo de estudo mais importante era o estudo dos céus. Corpos celestes e seu movimento pelo céu eram tidos como símbolo das faculdades interiores da consciência humana, e de todos os organismos. Nossa ciência desatualizada só explicou o mundo físico capturado por nossos 5 sentidos. É somente em religiões esotéricas, misticismo, e em campos quânticos da ciência que encontramos qualquer tentativa de explicar onde pensamentos e emoções cabem nesse mundo de percepções sensoriais. 

Agora também entendemos que a humanidade é uma comunidade de células no organismo da Terra. A Terra é portanto um organismo superior que molda nossas formas e funções. Esse organismo superior, e todos os outros corpos planetários são regidos pela consciência, assim como nós, indivíduos humanos. Portanto, a crença newtoniana de que corpos celestes não são nada além de formas sem vida flutuando no espaço equivale à afirmação de que nós, humanos, somos apenas um composto de elementos em movimento. Sabemos que isso é falso porque sentimos, pensamos, e mais além, vemos o resultado de nossa consciência criando o que chamamos de “Vida”. Platão escreveu:

Esse mundo é realmente uma vida dotada de uma alma e de inteligência... uma única entidade viva contendo todas as outras entidades vivas, que por sua natureza estão todas relacionadas. [Além disso]... o cosmos é uma única Criatura Viva que contém em si todas as criaturas vivas. –Platão


Em um artigo do Jornal Sufi, o autor escreve: “O mundo é um ser vivo espiritual. Isso era compreendido pelos filósofos antigos e pelos alquimistas que se referiam à essência espiritual do mundo como a anima mundi, a ‘Alma do Mundo’.

Em escrituras, ouvimos a afirmação de que os anjos regem a alma nos atos das pessoas ou que os deuses exercem influência sobre o homem. Ensinamentos espirituais e científicos mais antigos possuíam uma visão de que as hierarquias dos deuses: Anjos, Arcanjos, Arcos até os Querubins e Serafins são as hierarquias dentro da psique humana.

“Todas as grandes hierarquias trabalham em nossos corpos constantemente.” -Augusta Heindel


Desse modo, devemos compreender que quando a maior parte dos mitos antigos e escrituras sagradas falavam da influência espiritual de um ser superior, elas estavam nos falando de forças arquetípicas que nos são inerentes, e não influência de uma fonte externa. Aqui é onde começamos a ver a relevância da Astrologia como uma forma antiga de ciência que ressurgiu nos séculos 19 e 20 sob o nome de psicologia.

Friedrich Nietzsche até declarou: “enquanto você perceber as estrelas como algo acima de você, você não terá uma visão ampla do conhecimento.”

Isso é a Astro-Psicologia, que mapeia as faculdades interiores da psique. Na era pré-cristã, havia escolas hoje conhecidas como ‘escolas dos mistérios’ ou as ‘religiões dos mistérios’. As mensagens codificadas nas escrituras e na arqueologia antiga vieram de iniciados da ciência espiritual. A intenção era ensinar aos iniciados o significado mais profundo desses mitos. O que posteriormente se chamou de Lúcifer, Satã ou Diabo era a representação do Ego, que rivaliza com o Senhor, a representação do self.

O verdadeiro self é o epicentro de todo o ser de uma pessoa. É a soma total de tudo que somos. O falso ego, por outro lado, é a ideia e o conceito que criamos sobre nós mesmo ao longo da vida, que tipicamente exclui quaisquer características que não queremos aceitar como nossas. Porém, a Humanidade foi dotada com a liberdade de escolher entre obedecer o verdadeiro self ou render-se à tentação da vaidade e do materialismo do falso ego. Esse é o traço mais notável que separa o homem do animal, nosso livre-arbítrio. A escolha de seguir nossos conceitos e ideais ou nossos impulsos naturais. A escolha de preservar a natureza, ou destruí-la.

Essa liberdade de escolha tem peso no destino de todo o organismo que chamamos de humanidade. Um câncer começa com um grupo de células em uma comunidade que falha ao se comunicar com o sinal consciente do organismo. Essas células começam a crescer sem controle e a se espalhar para outras áreas do organismo. Essa mesma doença é evidente no nosso mundo de hoje.

O câncer sobre a nossa Terra é a dominação de nosso falso ego e nosso distanciamento da natureza. Coletivamente, entre todos os humanos, o câncer sobre a Terra é a dominação de nosso falso ego e a separação da natureza. Coletivamente, entre todos os humanos, a vaidade leva à segregação e à competição. A competição leva ao medo e à ganância. A ganância leva à mentira e à imoralidade. E a imoralidade é um solo fértil para doenças, promovendo guerras em nossa Terra. Cada ato de ódio e destruição em nosso mundo começa com auto-ódio e auto-destrutividade. E tudo isso começa com uma falha de comunicação.


Logos

Na natureza, tudo que percebemos com nossos 5 sentidos é resultado de dois princípios fundamentais. Tudo que existe é feito a partir de uma relação entre vibração e matéria. Vibração é a força criativa masculina aplicada à matéria, que é uma força receptiva feminina. Assim começa o princípio da dualidade. Vemos essa dualidade em filosofias e mitos antigos, mas essas filosofias e escrituras foram distorcidas e privadas de seu significado original dando a impressão de que uma polaridade era boa enquanto a outra era má. Os sábios, iniciados e xamãs originais ensinavam que ambas eram necessárias e uma não existiria sem a outra. Esse dois princípios importantes se unem para formar todas as coisas no universo.

Isso é Cimática.

Mesmo a linguagem, Logos, a comunicação de todas e quaisquer coisas na natureza depende desse princípio. Pete Petterson, em sua obra “Cimática – A Ciência do Futuro”, afirma que a natureza exibe exemplos da Cimática em tudo. Descobriu-se que esse fenômeno é uma das forças primárias que move a evolução biológica ao longo de seu caminho.

“... a natureza mostra exemplos de (Kymatica) em tudo. Esse fenômeno é uma das forças primárias que move a evolução biológica ao longo de seu caminho.” -Pete Petterson


Dan Winter reproduziu um experimento para provar que línguas antigas como hebraico e sânscrito, quando faladas, criam uma frequência vibratória que move a matéria para padrões geométricos sagrados, depois de mais investigações. Hebraico, sânscrito, aramaico e o árabe e outros dialetos mais antigos tem raízes mais antigas em uma aparente linguagem gaélica e possivelmente uma origem ainda mais ancestral.

Em “A Ciência do Mantra”, de Swami Murugesu, ele afirma que quando uma pessoa entoa uma certa palavra em sânscrito enquanto a chama de uma vela é filmada, a intensidade e a cor da chama mudam devido à frequência que a palavra emitiria. Demonstrou-se que essa mesma ciência pode reduzir e elevar a pressão sanguínea.

“Certos sons podem afetar nossa circulação e sistema nervoso... Qualquer mudança que essas vibrações causem se estendem à mente de uma pessoa e também à atmosfera circundante, causando calor ou frio.” -Swami Murugesu


Tudo isso pode ser conhecido e demonstrado através da prática. O conhecimento redescoberto da ciência do som mostra que o som é algo além de meros sinais vibratórios O som não só interage com a vida como também a mantém e desenvolve. Ele age como um condutor da intenção consciente entre as pessoas, sociedades e civilizações inteiras. Entretanto, a doença psíquica que experimentamos devido à dominação do nosso falso ego está refletida no coletivo. Nossa cisão psicológica nos impede de comunicar corretamente com nosso self interior, que é exatamente como células cancerígenas operam em nosso corpo. No coletivo, criamos uma barreira linguística entre a humanidade e o resto da natureza, agindo como um câncer global. Historicamente registrada, a eficácia das línguas antigas foi profundamente erradicada.

A tradução alfanumérica do hebraico para o inglês apresenta um reverso total das duas línguas, provocando resultados antinaturais nos efeitos cimáticos. O doutor Lenon Orwell afirma em seu trabalho sobre o DNA:

“… um terço do córtex motor-sensorial do cérebro se dedica à língua, à cavidade oral, aos lábios e à fala. Em outras palavras, as emissões orais de frequência faladas ou cantadas exercem poderoso controle sobre a vida, vibrando genes que influenciam totalmente o bem-estar e mesmo a evolução das espécies. -Dr. Leonard Horowitz


Demonstra-se nesse caso que a degradação de uma língua afeta a biologia. Se algo tão básico e importante como a linguagem pode ser degradado e desvalorizado a tal ponto sem que seja questionado, o que mais não estamos vendo? Pense em um aspecto da sua vida que dita os limites da sua liberdade. O governo e a aplicação das leis, seguros e indústrias farmacêuticas, impostos, alvarás de construção, carteira de habilitação e muito mais. Existem centenas, se não milhares de estipulações, regulamentações e limites para nossa liberdade. E de todas essas que foram mencionadas agora quantas você já pesquisou para descobrir se aplicam-se a você ou não?

Vamos olhar para as formas de lei com as quais concordamos atualmente.


Lei

Uma concepção errônea entre as pessoas é de que qualquer regra ou regulamentação que as rege cabe em uma única categoria, “a lei”. Mas há muitas outras formas de lei que as pessoas obedecem sem perceber que elas simplesmente não se aplicam a elas.

Outro falso juízo é o de que uma constituição nacional nos concede nossos direitos. Uma constituição não faz nada além de listar os direitos que já possuímos. Nascemos com direitos inalienáveis, concedidos a nós por nosso criador. Eles não foram dados a nós e não podem ser repassados para os outros. O máximo que alguém pode fazer com um direito é escolher entre exercê-lo ou não. A Lei Marítima do Almirantado é conhecida como a lei da água. Ela é suplantada pela lei civil e somente se aplica àqueles que se submetem voluntariamente a ela. A definição da Lei do Almirantado é um conjunto de leis internacionais particulares regendo as relações entre instituições privada que operam embarcações marítimas. Vamos ver como e porque um tipo de lei que moldou corporações administradas, negócios e embarcações impôs suas regras sobre os seres humanos. Isso é feito através de uma forma de truque com palavras.

Uma simples perversão da linguagem permitiu que pessoas ao redor do mundo fossem convencidas que essas leis alternativas se aplicavam a elas. Uma das crenças predominantes na cultura moderna é a de que licenças, alvarás, registros e outras formas de documentação são necessários para operar veículos, usar vias públicas, construir estruturas e estabelecimentos começar um negócio e muito mais. Tristemente, essas crenças se baseiam em pouca ou nenhuma investigação e são falsas. Essa estrutura de crença é perpetuada pela Lei Marítima do Almirantado. Esse tipo de lei foi criado originalmente para regulamentar navios que aportavam em nações estrangeiras para a importação ou exportação de produtos e recursos. Ela se refere a questões bancárias e mercantis, não questões civis. Quando um produto é retirado de um navio e desembarcado em terra estrangeira, esse país guarda a custódia do recursos e o registra com uma certidão. Esse certificado marca a data de nascimento desse produto sob a custódia da respectiva nação. Pense sobre por que é supostamente necessário possuir uma certidão de nascimento em primeiro lugar. O Dicionário Barran’s de Termos Bancários define certidão como um documento que estabelece reivindicação de propriedade. Então aqui percebemos que todos que possuem certidão de nascimento são definidos como propriedade.

Propriedade de quem?

As pessoas são usadas como caução com outras nações porque os EUA estão falidos. Os Estados Unidos abriram falência em 9 de março de 1933. A partir dali, os EUA começaram a tomar empréstimos de uma corporação afiliada não-governamental e privada, chamada “Federal Reserve”.
Sem dinheiro para saldar os empréstimos, Os Estados Unidos começaram a usar os cidadãos como caução. Todas as certidões de nascimento e casamento são literalmente notas fiscais. Veja a semelhança entre uma nota fiscal e uma certidão de nascimento. Ambos os documentos têm data de emissão, um número de série, número de registro ou de recibo, uma descrição do produto, e um informante autorizado para notificar a agência governamental apropriada. Como todas essas informações prontamente disponíveis, a maioria das pessoas desconhece seu envolvimento com a Lei Marítima do Almirantado.

Isso é possível através da manipulação da linguagem. Essa Lei do Almirantado altera o significado da palavra “Pessoa” de uma pessoa natural e viva para uma corporação. Carteiras de motorista, registros de veículos, formulários de seguro, alvarás de construção, licenças para porte de armas, carteiras de trabalho, comprovantes de impostos, certidões de nascimento e óbito, multas de trânsito e muitas outras formas de documentação que já foram tidas como absolutamente necessárias só se aplicavam a pessoas ou corporações. Ao assinar tal documento legal, você está indiretamente abdicando de seus direitos sob a constituição e reduzindo seu status ao de uma corporação que é criada com um nome igual ao seu. O único modo de dissociar seu nome verdadeiro do nome da corporação é perceber que a corporação tem seu nome registrado somente em maiúsculas. Isso é conhecido como ‘Capitis Diminutio Maxima’.

Você pode observar que sua carteira de motorista, certidão de nascimento, cartão da previdência, cartões de seguro e outros usam somente maiúsculas para representar legalmente a corporação que possui seu nome, e não você. A corporação é conhecida como pessoa artificial, enquanto você, ser humano, é conhecido como pessoa natural.

Esse engodo vai ainda mais longe quando se trata dos tribunais a que comparecemos. Ao ir ao tribunal, você perceberá que há assentos para as testemunhas atrás de uma cerca ou barreira de madeira. O réu deve atravessar da entrada até o outro lado da barreira onde o querelante e o juiz se sentam. Este ato simboliza o embarque em um navio. A partir daí, os negócios podem ser conduzidos dentro da Lei Marítima do Almirantado. O juiz, atuando como capitão ou banqueiro, é responsável por estabelecer o equilíbrio entre os dois lados. É por isso que sempre há um valor monetário envolvido em qualquer caso jurídico. O capitão está lidando simplesmente com disputas bancárias e mercantis. Uma vez que o saldo é quitado, o caso é encerrado.

Para desviar o caso da lei do almirantado, na qual seus direitos não são protegidos, você deve evitar concordar em representar a pessoa artificial. Isso é feito declarando que você é uma pessoa natural. Você não tem um nome ou sobrenome, pois isso implica um título corporativo. Em um caso de tribunal, você pode declarar que a corte está legalmente ciente de sua condição ao prestar o juramento. Todo juiz deve prestar um juramento para praticar o Direito. Entretanto, você deve esclarecer para a corte e para o júri que o juiz está agindo como juiz, e não banqueiro. Lembre-se que você é um ser humano natural da Terra. Você não é governado por nada além da sua consciência.

Leis são criadas dentro de uma sociedade. A sociedade que criou as leis que vemos sendo aplicadas hoje é chamada de sociedade legal. E a parte mais bonita de toda essa enganação é o fato de que você não é parte da sociedade legal, logo suas leis não se aplicam a você. Juízes, advogados, e oficiais que aplicam a lei, todos são parte de uma sociedade. Nessa sociedade, eles criaram sua própria linguagem, que é enganosamente parecida com o inglês.

Daniel Stwart: – Eles têm essas coisinhas chamadas de estatutos, atos e regulamentações que parecem leis mas elas só se aplicam a aqueles dentro dessa sociedade. Isso significa basicamente que todas as infrações de trânsito, restrições por idade, e tudo mais exceto danos a terceiros ou à propriedade deles não se aplicam de fato à pessoa natural.

As leis só se aplicam à sociedade legal. O jogo que jogamos é uma ilusão. Você pode simplesmente escolher abrir seus olhos e reivindicar a liberdade com que você nasceu, restrita por nada senão os limites da sua imaginação. Esses são alguns exemplos de como garantir que seus direitos sejam protegidos. De longe, a linha de defesa mais importante contra esse engodo, é estar ciente da perversão da linguagem e estar absolutamente ciente de como você forma suas crenças e conceitos.

“Na religião e na política, as crenças e convicções das pessoas são quase sempre adquiridas de segunda mão, sem investigação, de autoridades que não examinaram a questão a fundo, mas sim as tomaram de segunda mão de outros que não as examinaram, cujas opiniões sobre elas não valem sequer um tostão”. -Mark Twain

Em todas as formas de perversão da linguagem, há um reflexo espelhado delas no microcosmo da psique.

Daniel Stwart: – E o problema como vejo a humanidade hoje é que não mais nos conhecemos verdadeiramente. Temos o emprego em horário comercial, temos a casa, os filhos, as contas, a TV, os hobbies, e as tarefas que realizamos todo dia, e eventualmente começamos a acreditar que isso é o que somos, sabe? Mas quem está por trás dos cargos corporativos, por trás do status de “Mãe” ou “Pai” "Teísta" ou "Ateu", "Republicano" ou "Democrata" "Negro" ou "Branco", "Homem" ou "Mulher", quem somos nós? Quem somos nós lá no fundo? Não sabemos porque cada vez que ouvimos uma resposta que não queremos aceitar sobre nós mesmos, nós a negamos, nós a ignoramos e projetamos em outra pessoa e a julgamos por isso. Isso é repressão, e nós vemos o que a repressão pode fazer conosco enquanto indivíduos, mas e no nível coletivo, da Humanidade? O que acontece quando o mundo inteiro se recusa a ver o que somos verdadeiramente por dentro?


Psique

Carl Jung descobriu que existe um inconsciente coletivo conectado a todos os humanos, o que significa que toda a humanidade compartilha uma única mente. Isso fica evidente no mundo através de relatos de mitologia e símbolos compartilhados, o estudo dos campos mórficos, e a ciência da cinesiologia. Essa coletividade é um exemplo global da mente inconsciente do corpo humano, no qual trilhões de células compartilham um sinal similar. Esse parasita, chamado de nosso falso ego, requer um fluxo constante de alimentação para sobreviver. Comida, combustível e qualquer outra forma de alimentação são energia. A consciência humana é um campo eletromagnético de energia. Quando essa energia potencial é utilizada ela libera energia cinética, que é utilizada para perpetuar o falso ego. Esse cenário ocorre desde os menores organismos parasitas, até o organismo coletivo chamado de “Humanidade”. Um parasita libera substâncias que fazem o hospedeiro precisar do alimento que o parasita precisa para sobreviver. Enquanto o hospedeiro não souber, vai continuar alimentando o parasita e passando fome. De modo similar, Wilhelm Reich afirmou que sociedades inteiras sofrem de uma psicose causada pela inanição de nossos impulsos biológicos orgânicos. Ele afirma que:

“A repressão sexual apoia o poder da igreja, a qual enraizou-se profundamente nas massas exploradas através da ansiedade sexual e da culpa. Isso gera timidez diante da autoridade e prende filhos aos pais. [Isso] resulta em subserviência adulta à autoridade do Estado e à exploração capitalista. Isso paralisa o poder crítico das massas oprimidas porque consome a maior parte de sua energia biológica. Finalmente, isso paralisa o desenvolvimento resoluto das forças criativas e torna impossível alcançar todas as aspirações de liberdade humana. Deste modo o sistema econômico vigente, no qual um único indivíduo pode facilmente controlar massas inteiras, torna-se enraizado nas estruturas psíquicas dos próprios oprimidos”. -Wilheim Reich


O que Reich estava demonstrando nessa citação poderosa era que em um nível coletivo, a supressão de uma função natural, seja biológica, espiritual ou emocional, resultará em uma reação anormal, uma doença psíquica. Esse mal ou doença se reflete nas massas através do inconsciente coletivo e age como uma epidemia. A humanidade está infestada com a incapacidade de ser livre, o que significa que as pessoas e as massas não são capazes de governar a si próprios no nível psíquico, e isso se manifesta no macrocosmo como o governo e poderes religiosos organizados, abrindo assim o trono, nosso trono nacional e individual, para qualquer um e qualquer coisa.

Entram os governantes infames da Terra, os patriarcas da civilização... Ditaduras políticas, sociais, econômicas e espirituais, tirania psíquica. Esta simples doença em nossa psique, essa falta de responsabilidade e negação da liberdade básica humana abriu caminho para cada tirano que já exerceu poder sobre as pessoas nesse planeta.

“A humanidade está presa no ciclo do medo, da apatia e do ódio. Esses instintos humanos guiam sistemas políticos hierárquicos e burocracias que frequentemente limitam o desejo básico humano de busca da felicidade. Uma sociedade cuja base é o medo, a apatia e o ódio cria um sistema que fundamentalmente afeta a felicidade do indivíduo. Ela reprime o desenvolvimento individual e mantém um padrão comportamental cíclico de superioridade e inferioridade e uma sociedade de classes baseada em ideais falsos.” -Mark Zimmerman


Mas esses tiranos opressores que são demonizados pelas massas não são diferentes de nós. Na verdade, eles são um só conosco. No livro “O Profeta”, de Khalil Gibran Ele afirma poeticamente:

“Digo-lhes que assim como o santo e o justo não se elevar acima do mais alto que há em cada um de vocês, também o iníquo e o fraco não podem descer abaixo do que há de mais rasteiro em vocês.” -Kahlil Gibran


Cada um de nós tem a capacidade de cometer o mais horrível dos pecados ou demonstrar a mais bela compaixão por nossos semelhantes. Essa é a mais verdadeira definição da doença que há na psique e alma do homem

“Pois lutamos não contra aqueles de carne e osso, mas sim contra principados, contra poderes, contra líderes das trevas desse mundo, contra a maldade espiritual nos altos postos.” -Ephesians 6:12


Pense em qualquer posição de poder que você acredite estar acima de você...Famílias reais, líderes governamentais, as Nações Unidas, organizações financeiras, monopólios corporativos e gigantes da mídia. Essas são todas facetas de nosso falso ego. Elas são o advento físico de nossa própria doença. Elas exigem nossa participação consciente, nossa energia consciente para sobreviver, porque sem nossa cooperação, sem que forneçamos o alimento da cumplicidade eles passam fome.  

A natureza deles depende de nosso desejo de sermos governados. E um sintoma típico da doença da humanidade de hoje é a negação contínua da nossa doença.


Repressão

Nós reprimimos consistentemente as qualidades que escolhemos não aceitar em nós mesmos. Por isso é tão difícil enxergar o falso ego e suas múltiplas manifestações como eles realmente são.

“Uma nação pode sobreviver a seus tolos, e mesmo aos ambiciosos Mas não resiste à traição dos seus filhos. “ -Marcus Tullius Cicero


Essa é exatamente a natureza do falso ego, ela age como um chamariz que nos distrai da liberdade que temos de fato. Para esse parasita psíquico sobreviver, ele deve nos suprir com uma substância que nos tornará dependentes dele. Nesse caso, o alimento é nossa energia consciente, e para alimentarmos o parasita, a substância do medo faz a humanidade ansiar por proteção e defesa.

Dr. Bruce Lipton (autor de Biology of Belief): – As funções corporais para sobrevivência podem ser divididas em duas funções básicas para qualquer organismo sobreviver: você deve ser capaz de crescer, manter-se, cuidar de sua estrutura biológica, mas também deve ser capaz de se proteger, pois se você está apenas crescendo, mas não pode se proteger, você vira a comida de alguém. Logo, a sobrevivência envolve um equilíbrio entre crescimento e proteção. Através da história da civilização e da evolução humana reconhecemos que nossa natureza é estar em estado de crescimento e que nossa proteção só deve ser usada para nos ajudar a escapar de um momento ameaçador. Você não pode crescer e se proteger ao mesmo tempo. O significado disso é… quando vemos a necessidade de proteção os hormônios do stress contraem os vasos sanguíneos em nossos órgãos internos, que são a parte do corpo que cuida do crescimento. Bem, a questão é, se você tirar o sangue das vísceras e movê-lo para os braços, você não deixa sangue nos órgãos, ou seja, nenhum crescimento. Mas você está pronto para lutar. E quando você acaba de lutar, seu sangue retorna aos órgãos internos e você volta a crescer. Porém, o mundo em que vivemos hoje está 24 horas por dia sob o medo. Assim, temos um fluxo constante desse hormônio do stress no nosso corpo. Ele está circulando o tempo todo, nos preparando para correr, lutar ou fugir a qualquer momento… Estamos prontos… porque estamos a postos. Bem, o problema é, o que isso tem a ver com sua alocação de energia? Acontece que estamos gastando a maior parte de nossa energia com proteção. Você não pode sobreviver se está se protegendo o tempo todo.

Se o parasita pode controlar a natureza do medo, ele pode criar entre nós um medo do qual só ele pode nos proteger. Uma manifestação física recente disso vem de Zbigniew Brzezinski, ex-secretário de Estado, que também apoiou o presidente Barack Obama. Em seu livro, “O Grande Tabuleiro de Xadrez”, ele afirma:

“À medida que a América se torna uma sociedade cada vez mais multicultural pode tornar-se mais difícil chegar a um consenso sobre questões de política externa exceto na circunstância de uma ameaça externa direta, massiva e amplamente percebida.” -Zbigniew Brzezinski


Mesmo o Reichsfuhrer do partido nazista, Hermann Goring, resumiu esse jogo de oferta e demanda perfeitamente ao dizer:

“As pessoas sempre podem ser levadas ao controle dos líderes, isso é fácil. Tudo que você tem que fazer é dizer a elas que estão sendo atacadas e denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e exposição do país ao perigo. Funciona do mesmo modo em qualquer país.”. Hermann Goring


Também funciona assim na psique de cada indivíduo. Lembre-se que o falso ego só possui um desejo - tornar-se maior e mais poderoso que o verdadeiro self. Essa doença nos faz crer que estamos separados de nossa natureza. Por isso vemos um crescimento na dependência da tecnologia. Por isso vemos tão pouca consideração pela Terra e pelo meio ambiente. Por isso vemos intolerância, racismo, machismo, e todas as outras formas de discriminação que levam à criminalidade, violência, guerras e finalmente à destruição global do organismo. Esse estado ininterrupto de medo, confusão e segregação em que nosso mundo parece viver é um sintoma do falso ego, criando uma ameaça falsa.

“Se as pessoas baseiam suas identidades na identificação com a autoridade, a liberdade causa ansiedade. Elas precisam então esconder a vítima que há em si mesmas recorrendo à violência contra os outros.” -Arno Gruen


Símbolos

Muitos dos presidentes dos EUA tinham laços sanguíneos A linhagem Bush tem ligações familiares com um grande número de ex-presidentes. George Washington, Millard Fillmore, Franklin Pierce, Abraham Lincoln, Ulysses Grant, Rutherford Hayes, James Garfield, Grover Cleveland, Theodore Roosevelt, William Taft, Calvin Coolidge, Herbert Hoover Franklin Roosevelt, Richard Nixon e Gerald Ford.

Michael Tsarion aponta em seu trabalho que

“Bush está proximamente relacionado com qualquer monarquia européia, ocupando o trono ou não e tem parentesco com todos os membros da família real britânica. A árvore genealógica dos Bush pode ser traçada até o início do século 15. Ele tem descendência direta de Henrique III e da irmã de Henrique VIII, Mary Tudor. Ele também descende de Carlos II, da Inglaterra.” - Michael Tsarion


Também descobrimos que George W. Bush é um descendente direto de Deusfroi de Bouillon. Deusfroi foi o primeiro rei de Jerusalém depois de retomá-la dos sarracenos, termo usado para definir a fé muçulmana na Idade Média. É interessante notar que a ocupação atual dos EUA no Oriente Médio foi restabelecida pela mesma família: George Bush pai em 1991 e George Bush Jr. Em 2003. Também se descobriu que George W. Bush é primo de ambos os candidatos de oposição em seus dois mandatos – Al Gore e John Kerry.

O presidente democrata Barack Obama também tem laços de sangue com George W. Bush assim como Gerald Ford, Lyndon Johnson, Harry Truman, James Madison e o primeiro-ministro britânico Sir Winston Churchill. Do outro lado do pleito presidencial de 2008, 703 está John McCain, descendente de Robert De Bruce, Rei William I da Escócia, e também de Deusfroi de Bouillon.

Bem Stwart: – E provavelmente uma das facetas mais interessantes das relações familiares é o fato de que toda a família real britânica descende do profeta muçulmano Maomé através dos reis árabes da Sibila. Essa linhagem passou pelos reis de Portugal, Castela, e finalmente até o rei Eduardo IV. Essa é uma história bem diferente da que você ouve a mídia propagando todo dia. Essa idéia de superioridade linear… ela é completamente ridicularizada de acordo com a autoridade mais eminente da linhagem aristocrática – o Burke's Peerage. Isso serve para mostrar que existe uma história verdadeira e uma ilusão fabricada, a máscara, que é oferecida ao público.


Esses laços de sangue se estendem longamente e estão documentados pela literatura, como o Burke’s Peerage, e outros livros equivalentes. A questão de tudo isso é que encontramos não só as mesmas pessoas, mas o mesmo propósito nessas pessoas, que vêm mantendo altos postos na monarquia, dinastia, aristocracia e democracia, no passado e no presente. Todos eles estão relacionados por um vínculo físico e simbólico. Essa linhagem carrega o símbolo de nossa doença.

“Pois desenvolver uma auto-imagem mais ou menos precisa… é simplesmente obter uma percepção ampla dessas facetas de si mesmo que você não sabia que existiam. Essas facetas são facilmente identificadas porque aparecem como sintomas…” -Ken Wilber


Sintomas

Os sintomas de nossa doença psico-espiritual são as guerras, os ataques terroristas, os desastres naturais ou causados pelo homem, e as figuras de liderança. Enquanto as pessoas continuaram ignorando seus impulsos internos e sua natureza interior elas nunca vão conseguir reconhecer porque esses eventos ocorrem e porque essa figuras chegam a posições tão poderosas.

O motivo porque falhamos por milhares de anos em vencer esses governantes arquétipos permanentemente é porque por milhares de anos estamos combatendo os sintomas de uma doença, mas não sua causa profunda. Pois para cada governo corrupto que cai pelas mãos de um povo revolucionário e oprimido, outros dois sempre surgirão em seu lugar. A causa original de um governo corrupto não está no indivíduo que controla aquele governo. Ela está na psique de cada indivíduo. O hospedeiro desavisado de um parasita mortal fará de tudo para evitar a aceitação de sua incapacidade de ser livre.

“As pessoas farão de tudo, não importa o quão absurdo, para não encarar sua própria alma.” -Carl Jung


Estamos tão privados de sanidade nesse mundo, que os poucos que simplesmente param de se projetar nos outros e começam a encarar seus próprios demônios são vistos como neuróticos.  
Um artigo escrito nos anos 50 dizia que

“Estudos comprovavam que indivíduos que haviam sido isolados de seu ambiente familiar, social e cultural se tornavam neuróticos. Isso mostra que quando aqueles indivíduos não tinham um objeto com o qual identificar suas emoções mais obscuras, eles começavam a ver as coisas em si mesmos que eles se recusavam a reconhecer até então, e não sabiam porque elas apareciam e como lidar com elas.” Lili, 1956; Grunebaum, 1960; Heron, 1953


Encarar nosso verdadeiro self é algo virtualmente desconhecido no nosso mundo atual. É por isso que não importa quantas civilizações ascendam e caiam, é a nossa consciência coletiva que cria nosso aparelho governamental, não indivíduos.

“A definição de insanidade é fazer a mesma coisa continuamente e esperar resultados diferentes” - Albert Einstein


E depois de incontáveis tentativas você deve imaginar que as pessoas perceberiam que uma retaliação física pode não ser a solução. E mesmo assim, aqui estamos… milhares de anos depois, com tecnologias que podem clonar o DNA, veículos que podem quebrar a barreira do som e investigar os confins do universo, e uma ciência que pode superar quase qualquer doença, mas ainda incapazes de perceber a importância dos pensamentos e da consciência. Essa é a verdadeira definição de insanidade. E cada um de nós é responsável por essa epidemia psíquica, pois estamos matando o mensageiro sem prestar atenção à mensagem.


Self

“… Nos anos 90, três cientistas premiados com o Nobel de medicina realizaram pesquisa avançada que revelou que a função primária do DNA não é a síntese proteica, como se acreditou largamente no século passado, mas sim a recepção e transmissão de energia eletromagnética. Menos de 3% das funções do DNA envolvem fabricação de proteínas; mais de 90% de suas funções estão nos campos da bioacústica e da sinalização bioelétrica. -Dr. Leonard Horowitz


Por que é tão importante saber que o DNA tem um papel na sinalização bioelétrica? O Instituto TERRAMATH descobriu que

“O coração e o cérebro mantém um diálogo contínuo de duas vias, um influenciando o funcionamento do outro. Apesar disso não ser muito conhecido, o coração envia muito mais informações para o cérebro do que o cérebro para o coração. Os sinais que o coração envia ao cérebro podem influenciar a percepção, o processamento das emoções e funções cognitivas superiores. O coração também gera o mais forte campo rítmico eletromagnético do corpo e isso pode ser de fato medido nas ondas cerebrais das pessoas ao nosso redor.” HEARTHMATH Institute


Somos literalmente uma expressão eletromagnética de nossas mais altas funções cognitivas. O comportamento do eletromagnetismo é evidenciado pelo mundo como dualismo. Toda matéria contém uma carga positiva e uma negativa, o que significa que organismos são criados a partir desse princípio. A homeostase natural de qualquer organismo e o equilíbrio entre ambas as polaridades. Além disso, pesquisas sobre energética emocional mostram que

“... o campo do coração é um portador de informações emocionais e um mediador da comunicação bio-eletromagnética, dentro e fora do corpo. Pesquisas indicam que o campo do nosso coração muda significativamente quando experimentamos emoções diferentes. Isso está registrado nos cérebros das pessoas à nossa volta e aparentemente á capaz de afetar células, a água e o DNA, quando estudado in vitro.” HEARTHMATH Institute


O medo, a substância fornecida por um parasita coletivo cria um sinal bioelétrico distinto, emitido pelo hospedeiro. Esse sinal é disseminado para os organismos em nossa comunidade e se estenderá por todo o organismo a menos que seja contrabalanceado por uma força contrária. O Dr. Fritz Allan Poe descobriu que as células em nosso corpo se comunicam através de bio-fótons, que são minúsculas partículas de luz e unidades individuais de um campo eletromagnético.

Esse sistema de comunicação em nosso corpo também existe entre as pessoas e é o que se conhece por ressonância mórfica. Isso era sabido pelos xamãs, sábios e iniciados da antiguidade. Esses ensinamentos eram um lugar comum em culturas pré-históricas. Não era por mero acaso que expressões artísticas e rituais eram a pedra angular de todas as civilizações antigas. A arte era usada como um método pessoal de exercitar o conteúdo sombrio da psique e trazê-lo para a mente consciente. Isso era visto literalmente como terapia psíquica. Os rituais se baseavam em datas astrológicas. Como já vimos, o estudo dos astros reflete nossa própria astropsicologia.

Os xamãs realizavam rituais em datas astrológicas que se relacionavam com um ritmo circadiano ou ciclo psicológico. Esses rituais mantinham os humanos participantes conscientes de seu self interior e evitavam a repressão de conteúdo psicológico. Enquanto as pessoas encaravam seus demônios interiores e os aceitavam como delas, elas não os projetavam coletivamente no mundo físico.

“ Se você exprimir o que há dentro de você, aquilo que você expõe vai salvá-lo. Se você não exprime o que há dentro de si, o que você não expõe vai destruí-lo.” -The Gnostic Christ (Dead Sea Scrolls)


A progenia de nossa doença psicológica começou a crescer rapidamente depois que uma série de catástrofes forçou o coletivo a um estado estático de luta ou fuga. Isso reduziu a imunidade da população introduzindo um estado de imenso stress. Nosso corpo se torna mais suscetível à doença sob stress. Desse modo, a Humanidade adoeceu quando continentes inteiros foram engolidos pelas águas da inundação. Isso separou muitas tribos, líderes e civilizações de seus lares e suas práticas rituais que era usadas como um canal de bem-estar psíquico foram postas de lado para se sobreviver à catástrofe e buscar novos lares. Os xamãs se espalharam por muitas novas áreas do mundo e essa informação se perdeu.

Fizeram-nos acreditar que civilizações avançadas como o Egito antigo e os Maias da América Central surgiram sem nenhum vestígio rudimentar prévio ou evidência do desenvolvimento de artefatos intelectuais para levá-los a seu auge. Fizeram-nos acreditam que seus conhecimentos inacreditáveis de matemática, astrologia, agricultura, economia, política e arquitetura vieram do nada… Isso leva muitas pesquisas atuais a entender que as origens dessas civilizações foi omitida. Não é surpreendente que a força que levou à supressão desse conhecimento tenha vindo exatamente da mesma linhagem sanguínea de líderes políticos e religiosos citados previamente.

Essas são algumas das famosas queimas de livros e desaparecimento de textos importantes em nossa história.

*lista

Mesmo depois de toda essa supressão, ainda há resquícios da dispersão de civilizações mais antigas em quase todos os países. Há enormes evidências de culturas antigas que visitaram a América do Norte muito antes da crença convencional na colonização européia.

Barry Fell diz em seu livro "America A.C.":

“[Há] inscrições antigas sendo agora reportadas em várias partes dos EUA, Canadá e América Latina... escritas em várias línguas européias e mediterrâneas em alfabetos que datam de mais de 2500 anos atrás.” -Barry Fell


William Comynus Beaumont escreveu: 

“...As civilizações tolteca e maia não se originaram em solo americano, mas apareceram lá plenamente desenvolvidas, com uma arte bem-definida e um sistema de escrita hieroglífica, que possui afinidades com a egípcia.” -William Comynus Beaumont


Constatou-se que há milhares de sítios pré-históricos em todo o estado da Nova Inglaterra e vários outros estados do norte contendo inscrições, gravuras e elevações criadas por navegantes druídicos em torno de 100 AC. Para omitir essa informação, era não apenas necessário que a linhagem sanguínea queimasse os textos documentados que continham as verdadeiras informações históricas, mas também que eliminasse as culturas que derivaram desses xamãs antigos. O genocídio mais devastador já perpetrado foi e ainda é a aniquilação de tribos xamânicas.

    Michael Tsarion: – Perdemos nossas raízes tradicionais e nada sabemos sobre rituais. As danças do dragão e as danças dos fantasmas, dos índios nativos americanos... Do que você acha que isso se tratava? Todos os xamãs do mundo... Quando eles faziam seus rituais, eles estavam fazendo seu trabalho, harmonicamente, através de danças, para fortalecer o sistema imunológico da Terra, mas todos eles foram assassinados. Foi por isso que no século 17, exatamente o mesmo período de que estou falando, houve uma ordem geral para que sempre que você encontrasse povos indígenas, eles deveriam ser extintos.
    Colombo foi enviado em sua expedição junto com agentes da coroa, para perturbar a vida dos nativos e tomar recursos minerais. Ele visitou cada ilha do Caribe, extraindo todo o ouro e levando quantos escravos da tribo nativa Tano quanto fosse possível.
“Cinco milhões de nativos foram assassinados em 3 anos.” -Leah Trabich


Cinco milhões de nativos foram assassinados em 3 anos, de acordo com Leah Trabich.

“Em 15 anos, a tribo Arawak de 250 mil pessoas foi completamente extinta. … a população dos EUA antes do contato com os europeus era de mais de 12 milhões. Quatro séculos depois, esse número foi reduzido em 95%, para 237 mil.” ” -Howard Zinn

“De 1494 a 1508, mais de 3 milhões de pessoas morreram com a guerra, a escravidão e a mineração. Quem nas gerações futuras vai acreditar nisso? Mesmo eu, escrevendo isso como uma testemunha ocular inteligente, mal posso acreditar... Meus olhos têm visto esses atos tão estranhos à natureza humana, e agora eu tremo quando escrevo.” -Bartolomeu de Las Casas


Outro agente da linhagem do falso ego foi Hernando Cortes que dizimou a tribo asteca e saqueou seus recursos minerais. Foi o mesmo caso do primo em segundo grau de Cortes, Francisco Pizarro, que destruiu o império inca no Peru. Essas atrocidades foram vistas na África, Nova Zelândia, Nova Guiné, Timor Leste e ainda são vistas hoje no Canadá. Isso foi uma tentativa intencional de enterrar qualquer sobrevivente remanescente do mundo antigo e nossa verdadeira história. É um erro ingênuo, contudo, categorizar e culpar tudo e todos os envolvidos com política ou religião por essa supressão de conhecimento.

É apenas natural que as pessoas busquem compreensão espiritual quando há tantas interpretações errôneas e distorções nos textos espirituais de hoje. Devido a essa ausência de sabedoria espiritual, pessoas honestas e corretas que estão simplesmente tentando entender seu lugar nesse mundo tornam-se o principal mercado de consumo daqueles que desejam explorar essa vulnerabilidade para ter poder suficiente para controlar nossas próprias vidas, basicamente.

̶ ? – Se olharmos para o movimento da Nova Era, por exemplo, que é outra armadilha em meio a tudo isso, na qual as pessoas podem acabar de fato caindo. Eles estão buscando algo tão ruim que estão estão se apropriando de tudo pertence a nós e a eles. Mas nada disso é baseado em qualquer compreensão real, isso ainda se origina em um tipo religioso de perspectiva. As pessoas estão genuinamente buscando algo novo, estão genuinamente buscando um novo tipo de espiritualidade seja para se melhorarem ou para mudar algo, mas isso está sendo desvirtuado. Na verdade, o que eles fazem é guiá-lo para um outro tipo de mentalidade grupal, ou uma religião da Nova Era, ou que seja se libertar disso e seguir sua própria jornada, seu próprio caminho, que acho muito importante nisso tudo.

“Cada um de nós é como uma personalidade esquizofrênica, tragicamente dividida contra si própria.” -Martin Luther King, Jr.


Na era pré-cristã, houve inacreditáveis cultos de poder, com destaque para os cultos solar, saturnino, lunar e do cogumelo. É fácil entender que os adoradores do deus lunar seguiam o culto lunar. A adoração dos deuses solares indicava cultos solares. O culto saturnino, adotado pelos fenícios e cananitas adorava El, ou Ely. O êxodo bíblico dos hebreus que saíram do Egito mostra que eles chegaram a Canaã e fundiram o culto lunar de Ísis, o culto solar de Rá e o culto saturnino de El Para formar Isis-Ra-El Israel.

“O culto e a mitologia dos antigos Israelitas, a adoração a Javé, as lendas patriarcais, passagem pelo Egito, e assim por diante, estão enraizadas na religião do fungo sagrado, desenvolvida a partir da filosofia básica da fertilidade no Oriente Próximo antigo.” -John Marco Allegro


A mitra judia, os turbantes muçulmanos e os quepes militares são derivações do símbolo do culto ao cogumelo. Entretanto, um dos primeiros e mais proeminentes cultos foi o culto estelar. Apesar de muitos desses cultos antigos terem sido criados com fins xamânicos e de cuidado com a Terra, alguns foram utilizados com propósitos diferentes. Como você deve imaginar, em qualquer estrutura de poder cultos menores se formaram dentro dos cultos principais para adorar deidades individuais. O culto a Mitras e o culto a Dionísio são dois exemplos. Mesmo hoje você pode ver o gorro mitraico ou frígio no símbolo do dólar da Estátua da Liberdade Sentada, nas forças armadas de muitos países, no lado reverso da bandeira do Paraguai, no selo do Senado americano, e mesmo no feriado do culto solar que hoje chamamos de Natal.

No culto a Dionísio, eram celebrados muitos festivais, como a Grande Dionísia, celebrada em Atenas próximo do equinócio de primavera. O evento mais importante nesse festival era o concurso de Thaimela no qual poetas, músicos e artistas se apresentavam em um teatro ao ar livre. Músicos não precisavam pagar impostos, e membros da associação dos artistas não precisavam se envolver em assuntos militares. O culto a Dionísio ainda vive nos dias de hoje, na forma da indústria do entretenimento.

“A igreja cristã é uma enciclopédia de cultos pré-históricos.” - Friedrich Nietzsche.

“O velho Testamento conta a história de como tudo foi se unindo. As dinastias da elite desses cultos ainda agem através de seus descendentes no mundo de hoje e são extremamente poderosos.” -Jordan Maxwell


Esses cultos ainda existem em muitas posições de poder de todo o mundo civilizado. Entretanto, a função mais importante desses grupos é produzir o consentimento e a cumplicidade das pessoas.

Dr. Bruce Lipton: – A mente consciente é a mente criativa, é aquela que tem sua identidade pessoal nela. Ela é quem realmente pensa. E há a mente subconsciente... Bem, não há uma entidade nela, a mente subconsciente é como um toca-fitas – ela grava o comportamento e com um clique ela o reproduz, é automático. É algo muito conveniente, pois não temos que ficar reaprendendo o tempo todo, uma vez que você sabe algo, pode criar um padrão. O problema é que os padrões básicos de crença e comportamento que estão programados na mente subconsciente vieram de nossos professores, principalmente de nossos pais, familiares e da comunidade.

Benjamim: Stewart: – Logo, a maioria das pessoas mal consegue entender o quanto somos facilmente influenciados por nosso ambiente. Cada pessoa que encontramos, cada situação que enfrentamos, cada palavra que é dita na televisão. Isso pode não parece muito influente para a mente consciente, mas seu inconsciente foi projetado especificamente para absorver cada sinal do ambiente, para influenciá-lo sem que você saiba. A questão é – estamos vivendo vidas conscientes ou inconscientes?”

Dr. Bruce Lipton: – Agora a neurociência nos diz que no desenrolar de nossas vidas apenas 5% de nossa vida é controlada por nossa mente consciente e 95% pelo subconsciente com programas de outras pessoas que foram instalados ali. O problema é que isso quer dizer que quando esses programas são executados, nós não os vemos.

Benjamim: Setwart: – E os céticos se sentam e dizem: “Consciência? Arquétipos? Astrologia?” “Não, não, nós criamos coisas com nossas mãos, e não nossas mentes.” “Arquétipos não são físicos, eles não podem me influenciar.” Mas quando você pensa no fato de que só estamos conscientes dessa pequenina fração do nosso comportamento… O que não percebemos é que países inteiros, civilizações inteiras que pensam ser livres e independentes mas estão inconscientemente amedrontados demais para serem livres e independentes vão implorar para serem governados. Se eles não podem fazer isso por si mesmos, quem você pensa que vai, consciente ou inconscientemente, assumir essa responsabilidade? Isso acaba sendo feito pela forte figura arquetípica do animus masculino. Quando pensamos estar em perigo, não procuramos nossa mãe para nos alimentar, nós queremos que nosso pai nos proteja. E convenientemente, na era do medo, essa era da catástrofe, a era do parasita, vemos a dominação masculina.

Hemisfério Esquerdo
Tecnocrático/ Dominação Tecnológica
Tempo Linear
Lógica Linear
Dominação Social e Política Masculina
Estruturas
Luz/Luminescência
Ativo (Behaviorismo Psicológico)

    – Um dos principais meios de abrirmos mão de nossa responsabilidade e de nossa energia consciente é o dinheiro. Certamente não queremos admitir que nossa dependência do dinheiro seja uma falha pois isso significaria que a falha está em nós mesmos e Deus nos proibiu de assumir a responsabilidade por nossas vidas... então culpamos o dinheiro.
    Esse é o alicerce de toda a ilusão que está sendo criada ao nosso redor pelo falso ego. Diz-se que o dinheiro é a raiz de todo o mal. Porém, ele não pode ser mau, pois o dinheiro é só um símbolo. Símbolos carregam somente a fé do espírito do observador. Isso significa que o símbolo do dinheiro evoca e acessa as intenções maléficas e a falha inerente do nosso falso ego. O dinheiro só existe porque concordamos em aceitar o seu valor. Para ilustrar melhor nossa incapacidade de sermos livres, transferimos o controle do nosso dinheiro baseado na fé para uma corporação privada em vez do governo federal. Não existe uma lei que afirme que devemos usar as notas da Reserva Federal como moeda. Nós escolhemos fazê-lo, porque tememos as consequências: independência.
“Ninguém está mais terrivelmente escravizado do que aquele que acredita falsamente ser livre.” -Goethe


Benjamim: Stewart: – A questão nem é mesmo dinheiro, mas sim energia porque dinheiro é simplesmente essa coisa material que permite que bilhões de pessoas desejem uma só coisa e coloquem sua energia nessa mesma coisa. Não é a TV de plasma, ou a casa, o estilo de vida, ou o emprego ou quem você ama, ou o status que estamos buscando, pois sabemos que somos vazios. Essas pessoas sentem tristeza, solidão e vazio como todas as outras e elas até querem preencher esse vazio com o materialismo, porque pensam que isso vai lhes fazer sentir melhor, ou querem anestesiar o vazio com posses materiais. Então, tudo volta para esse sentimento de ter que colocar nossa dependência em uma fonte externa, algo que sobre o qual não temos nenhum controle.

Dr. Bruce Lipton: – É o que estamos assistindo agora, com toda a competição com o pŕoximo, a destruição do próximo, as guerras, competição pela existência material, arrasando o planeta e destroçando-o para conseguir alguns pedaços, segurá-lo em suas mãos e dizer que você venceu o jogo. Cada um desses movimentos é destrutivo não só para o planeta, mas para a civilização humana, pois a civilização humana prosperará através da cooperação e morrerá através da competição. Se você pensar a partir dessas verdades, você vai acabar chegando na extinção que está diante de nós.

Benjamim: Stewart: – Veja, todos nós temos demônios, por assim dizer, temos demônios internos em nossas vidas, mas esperamos ver monstros demoníacos ou aparições sombrias quando pensamos em um demônio como os que vemos no cinema... Mas na verdade nossos demônios são as pessoas do nosso dia-a-dia as pessoas com quem brigamos, as pessoas que invejamos ou odiamos, aqueles que ferimos física ou emocionalmente de algum modo. E isso não acontece porque invejamos ou odiamos as características dessas pessoas em especial, mas sim porque odiamos o fato de que elas nos lembram de nós mesmos. Elas refletem as qualidades em nós que gostaríamos de ter mais, ou as que nem sequer gostaríamos de ter. Então, o que fazemos? – Aliviamos nossa dor, não corrigindo ou enfrentando nossos próprios demônios, mas sim ferindo as pessoas que nos lembram de nossos demônios, ferindo as pessoas que nos lembram das coisas que não gostamos em nós mesmos.
Quando ficamos frustrados com o fato de que não conseguimos controlar nossas emoções, porque não sabemos de verdade o que está afetando nossas emoções, descontamos isso nos outros, descontamos em qualquer outra coisa que possa nos expor, ou agir como um catalisador do nosso ódio. Então fazemos a mesma coisa com os animais – animais são perfeitos porque não podem se defender. É um catalisador perfeito para a auto-agressão, nossa confusão, nosso ódio... Desconte tudo em algo absolutamente indefeso.
Apenas imagine o quão inconsciente de suas ações alguém tem que ser, para torturar, mutilar ou brutalizar qualquer coisa viva. Pense na falta de compaixão que você deve sentir em relação à vida de modo geral para não sentir nenhuma semelhança ou solidariedade em relação a populações inteiras, que dirá apenas indivíduos ou animais... Populações inteiras de espécies que são criadas especificamente como o propósito de serem uma mercadoria.
Mas vou lhe dizer o que é ainda mais perigoso... não é tanto o fato das pessoas realizando essa crueldade, pois ela já está estabelecida. Essa forma de ódio e crueldade já está estabelecida e é conhecida. O que me preocupa mais são as pessoas que são contra a desumanidade, as pessoas que são contra a crueldade animal e se sentem corretas o suficiente para pensar que é justificável causar mal ou mesmo desejar o mal a essas outras pessoas. Essas são as pessoas que levam o comportamento de crueldade inconsciente a um novo nível de crueldade inconsciente que lhes parece perfeitamente aceitável. Elas acreditam que é seu trabalho fazer justiça contra essas pessoas, como se elas fossem algum tipo de figura de autoridade. Essas são as pessoas que vão sofrer muito mais para entender porque guardam tanto ódio e ressentimento interiores. Eles não parecem perceber que essa é uma outra manifestação do mesmo ódio.
 Então, o que podemos fazer para encarar nossos demônios interiores de forma consistente? Quando começamos a perceber, “Espere um minuto, talvez não seja certo causar mal a outras criaturas vivas”, aí o ego precisa criar uma forma mais esotérica de crueldade para nos iludir a demonstrar a mesma forma de auto-aversão, a mesma atitude indignada, apenas de outro modo e em relação a outro grupo de pessoas. Mas o vazio encontrará um jeito de voltar e as pessoas começarão a se sentir inquietas novamente, não importa quantas vezes elas transfiram a culpa para outra pessoa ou para outro grupo. 
Precisamos do caos em nossas vidas, buscamos a destruição, imploramos por catástrofes, pois se não tivermos essas coisas para que sejam uma forma de exorcismo ou catalisador para nós, começamos a perceber essas coisas em nós mesmos e isso é o que não queremos. Veja, nós podemos lidar com a guerra, com o terrorismo, podemos lidar com a quebra do mercado de ações e da economia, nós conseguimos lidar com essas coisas. Mas uma vez que começamos a perceber o caos dentro de nós... isso é o que realmente tememos. Preferimos um milhão de Onzes de Setembro a um momento de percepção verdadeira do nosso auto-ódio.”

“Estamos efetivamente destruindo a nós mesmos através da violência disfarçada de amor.”
“Há muitas dores na vida, e talvez a única dor que pode ser evitada é a dor que vem da tentativa de evitar a dor.”
-R.D. Laing

"Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com as trevas de outras pessoas." -Carl Gustav Jung


Benjamim: Stewart: – E você sabe que a parte mais interessante de tudo isso é... Nós encontramos coisas todos os dias. A cada dia em que nós aceitamos de braços abertos ou rejeitamos violentamente, a parte interessante não é realmente o que estamos aceitando ou rejeitando, mas sim o que há dentro de nós que nos faz sentir inclinados a uma certa coisa ou avessos a outra.
Há esse comportamento dual fundamental de força ou fraqueza muscular, atração ou repulsa, e o interessante disso é que quando você percebe que a consciência, o entendimento, essa essência intangível que anima toda a matéria transformando-a no que vemos ao nosso redor como vida... É lá que você vai encontrar a origem desse comportamento de duelo.
Isso foi explicado como a inspiração e expiração de Brahma. A contração e a expansão de Ariman e Lúcifer em um contexto antroposófico. As qualidades ativas e passivas da eletricidade, as qualidades masculinas e femininas, Yin e Yang, a Existência e o nada, todos são meios de explicar o mesmo processo de comportamento que começa com o entendimento, com a consciência.
Se você se desfizer de todas as imagens e conceitos em sua mente, desses dizeres na sua cabeça, e só tentar sentir a diferença entre as duas polaridades, você começará a perceber todos os cenários e possibilidades que estão ocorrendo no mundo, todos vindos dessa origem comum.
Você vai encontrar um milhão de pessoas lhe dizendo porque a Bíblia é supostamente a palavra de Deus e que você deve segui-la literalmente. Mas você vai ver outro milhão de pessoas afirmando que ela é uma forma de controle mental e que não se deve acreditar em nada que está ali.
“Todos vão lhe dizer “Preste atenção a isso”, ou “Cuidado com aquilo” “Essas informações são boas”, “Essas informações são ruins” e eu preciso perguntar: o que torna alguém uma figura com autoridade suficiente para dizer que algo está certo ou errado? E por que você está aceitando ou recusando algo baseado na influência de outra pessoa? Por que você mesmo não está tomando essa decisão?”
Informações são informações, não existe algo como boas ou más informações, o que existe é o que você faz com elas. Estou dizendo, deixe que tudo seja sua Bíblia, receba todas as informações, pessoas, eventos, cenários ou situações com uma mente honesta e aberta, pois a responsabilidade de reagir a tudo do modo que você escolhe é sua. Não seguir o rebanho, não seguir a convenção, a responsabilidade é sua. Esse é o momento em que não importa quantas pessoas lhe digam que você está certo ou errado, você não depende da aprovação delas. Se nós ao menos questionarmos nossos atos, questionarmos nosso modo de pensar e tomarmos uma decisão consciente em relação ao que consideramos certo, todos os dias... Isso é o que eu acredito que seja a Divindade. Isso é o verdadeiro Xamanismo. Isso, para mim, é verdadeiramente a sensação de estar vivo.

Nesse universo consciente, não há leis da natureza, apenas hábitos. Não há nada externo ao universo que lhe imponha leis. A ilusão de uma lei da natureza estática é somente o resultado de não haver a necessidade de que esse hábito seja quebrado. Quando hábitos precisam ser quebrados para garantir a sobrevivência do organismo, vemos esse evento na natureza e o chamamos de Evolução.

A mente coletiva molda nossa evolução, e um grande exemplo disso é o experimento realizado por John Karat em 1988. Sua equipe colocou células intolerantes a lactose em uma ambiente em que só havia lactose como alimento. De acordo com a “Lei” da natureza, cada uma dessas células intolerantes deveria ter morrido. Surpreendentemente, todas sobreviveram. Cada uma delas entendeu o problema que estavam enfrentando, e substituíram a enzima lactase defeituosa por uma funcional para utilizar lactose como alimento. Se uma célula tem a habilidade de decidir como e quando evoluir porque está diante da extinção, tudo mais pode fazê-lo.

Dr. Bruce Lipton: – As crenças existentes são de que o corpo humano é uma máquina bioquímica controlada por genes. Sendo assim, o comportamento, as emoções, e o caráter de nossa biologia, nossa saúde, nossas vidas são controlados por genes que nós não controlamos. Isso é o que foi ensinado às pessoas: você é uma vítima, os genes controlam sua vida, você não os escolheu, você não pode mudá-los, os genes com que você ficou programam o que irá acontecer. Minhas experiências com células-tronco, que começaram em 1967... Eu isolava uma célula-tronco, colocava-a em uma placa de Petri e ela se dividia a cada 10 horas. Então peguei todas as células, dividi em 3 grupos e simplesmente coloquei-as em 3 placas de Petri. E então mudei o veículo de crescimento, os constituintes do ambiente em cada uma das placas. Em uma placa, as células formaram tecido ósseo, na segunda, formaram tecido muscular e na terceira formaram células adiposas. O que controlou o destino de cada célula? A primeira coisa que você tem que dizer é “Espere, elas eram todas geneticamente idênticas quando foram colocadas na placa!” Logo, obviamente os genes não controlaram isso porque todas elas tinham os mesmo genes. O que mudou foi o ambiente. De repente minha carreira virou algo como, “Oh, minha nossa, “aqui estou eu, ensinado que os genes controlam a vida, e as células estão me dizendo que os genes respondem à vida. Uma vez que você pode controlar essa resposta, você pode controlar sua vida. É como você interpreta o ambiente, como sua mente percebe o ambiente e se você entende isso, você pode se elevar à mais maravilhosa expressão nesse planeta, ser plenamente vivo e plenamente saudável, da mesma forma que você responde ao mundo.

Diante de um colapso financeiro mundial, guerras políticas e religiosas que não cessam, e um sentimento crescente de estarmos perdidos e esvaziados de significado, existe uma grande quantidade de energia sendo enviada para a superfície da mente coletiva. A evolução não ocorre gradualmente, ela vem em saltos, ocorrendo devido a uma enorme necessidade do organismo de sobreviver. Chegamos agora a um ponto da história em que teremos que escolher. Teremos que escolher entre nos tornar soberanos ou permanecer dependentes. Encarar nosso verdadeiro self, ou continuar lutando contra um fantasma. Ficarmos bem, ou permitirmos que essa doença se alastre. Viver... ou Morrer. A ESCOLHA É SUA.

Produzido por Benjamin: Stewart e Daniel: Stewart
Música de Dahli
Hierosonic
Featuring: Dr. Bruce Lipton
Henrik Palmgren
Imagem de topo: “Machina” - acrílico sobre tela de Beatriz Milhazes